Tragédia em Belo Horizonte: entenda por que avião que atingiu prédio não explodiu
O acidente resultou na morte de três pessoas: o piloto e um passageiro faleceram no local, e uma terceira vítima morreu horas depois no hospital
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A queda de um avião monomotor que atingiu um edifício residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, mobilizou equipes de resgate na tarde desta segunda-feira (4). Apesar de a aeronave estar abastecida com gasolina de aviação, combustível altamente inflamável, não houve explosão após o impacto. O acidente resultou na morte de três pessoas: o piloto e um passageiro faleceram no local, e uma terceira vítima morreu horas depois no hospital. Outros dois ocupantes seguem internados em estado grave.
Segundo especialistas e autoridades, a ausência de um incêndio de grandes proporções deveu-se a uma combinação de fatores técnicos e à rapidez da resposta emergencial. Logo após o choque, o Corpo de Bombeiros isolou a área e acionou uma equipe especializada em produtos perigosos para realizar a inertização do combustível.
O procedimento consiste na aplicação de líquido gerador de espuma (LGE) e gases inertes sobre o material inflamável, reduzindo a concentração de oxigênio e impedindo que vapores de combustível entrem em combustão. "Adotamos essa medida para evitar o agravamento da cena em uma eventual explosão", explicou o major Johny Franco, comandante do 3º Batalhão.
Fatores técnicos evitaram o fogo
Para que ocorra uma explosão, é necessário o "triângulo do fogo": a presença simultânea de combustível, oxigênio e uma fonte de ignição (como faíscas elétricas ou superfícies superaquecidas) em proporções específicas. No caso deste acidente, a interrupção rápida de possíveis fontes de calor e a vedação do combustível pelas equipes de socorro impediram que esses elementos se encontrassem.
A aeronave, um modelo EMB-721C fabricado em 1979, havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16 com destino ao Campo de Marte, em São Paulo. Apenas três minutos após a decolagem, o piloto reportou dificuldades e declarou emergência antes de perder altitude e colidir com a caixa de escada do prédio. A Defesa Civil informou que, apesar dos danos estruturais no ponto de impacto, o edifício não corre risco de desabamento. As causas da falha técnica estão sendo investigadas pelo CENIPA e pela Polícia Civil.