Caso Alanis Guillen: Como identificar perseguição e violência psicológica após o fim
Decisão baseada na Lei Maria da Penha proíbe contatos e aproximação após denúncias de perseguição e violência psicológica
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A atriz Alanis Guillen obteve autorização judicial para aplicação de medidas protetivas contra Giovanna Reis. O pedido foi aceito pela Justiça do Rio de Janeiro com fundamentação na Lei Maria da Penha, após o encerramento do relacionamento entre ambas. O processo contém relatos de contatos insistentes, visitas sem consentimento à residência da atriz e tentativas de exposição de dados da vida privada junto a colegas de trabalho.
A decisão judicial reconheceu a existência de elementos que configuram perseguição, prática também denominada stalking, e violência psicológica. Com a determinação, Giovanna Reis está impedida de estabelecer comunicação com a atriz por meio de redes sociais, chamadas telefônicas ou manifestações públicas. O descumprimento das restrições impostas pode acarretar sanções previstas na legislação vigente.
Especialistas em psicologia clínica indicam que o comportamento de controle e a dificuldade na aceitação do término da relação são indicadores de dinâmicas de manipulação. Sinais como o isolamento social induzido, a invalidação de sentimentos e o controle de comunicações privadas são descritos como mecanismos de manutenção de poder. A prática de questionar a percepção da realidade da vítima, técnica conhecida como gaslighting, também é listada como fator de identificação de instabilidade em relacionamentos.
A orientação para o encerramento de ciclos de dependência envolve o corte de comunicação entre as partes e o acionamento de redes de apoio familiar ou profissional. Em situações de ameaça ou agressão, as recomendações técnicas incluem o registro de ocorrências em Delegacias da Mulher e o acompanhamento jurídico para garantia da integridade física.