Justiça condena miliciano a 25 anos de prisão por execução em Araruama (RJ)
O réu foi sentenciado a 25 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado
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A 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri da Capital obteve, na madrugada desta quarta-feira (29), a condenação de Paulo Diego da Silva Macedo pelo assassinato de Rafael dos Santos Carvalho Pires. O réu foi sentenciado a 25 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. O crime, ocorrido em dezembro de 2018 no município de Araruama, na Região dos Lagos, foi motivado por uma disputa imobiliária orquestrada por uma milícia local.
De acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), Paulo integrava um grupo paramilitar com forte atuação nas localidades de Pontinha, Vila Capri e Fazendinha. A investigação revelou que o assassinato foi executado de forma a impossibilitar qualquer defesa da vítima, que estava desarmada no momento da abordagem. O objetivo do grupo era a apropriação do imóvel onde Rafael residia.
A execução teria sido ordenada pelo ex-policial militar Marcos André Rodrigues Glória Machado, conhecido como "Marcão". Na ocasião, Paulo e o policial militar Maicon de Souza Ribeiro invadiram a residência e mataram Rafael com o intuito de expulsar a mãe da vítima do local para tomar posse do terreno. Um dos agravantes considerados pelo juízo para a fixação da pena foi o fato de o crime ter sido cometido dentro da casa da família e na presença da própria mãe do rapaz.
Esta é mais uma etapa do processo que busca desarticular a cúpula da organização criminosa na região. Em outubro de 2025, o Ministério Público já havia garantido a condenação dos outros dois envolvidos: Maicon de Souza Ribeiro e o mandante Marcos André foram sentenciados, cada um, a 22 anos e 6 meses de prisão. Com o veredito desta quarta-feira, todos os principais acusados pelo homicídio de Rafael Pires já foram condenados pela Justiça Fluminense.