31 de julho de 2025
SÃO PAULO

Polícia revela que crianças foram atraídas para “soltar pipa” antes de estupro coletivo em SP

Vítimas conheciam suspeitos, que eram vizinhos; crime foi gravado e compartilhado nas redes sociais

Por Redação
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Segundo a polícia, as crianças vítimas do estupro coletivo conhecem os abusadores e foram chamadas por eles para soltar pipa em um imóvel - Foto: Divulgação/SSP-SP

A Polícia Civil do Estado de São Paulo informou neste domingo (3) que as duas crianças vítimas de estupro coletivo, na zona leste de São Paulo, foram atraídas pelos suspeitos com o pretexto de “soltar pipa”. Segundo as investigações, os envolvidos eram vizinhos das vítimas e mantinham convivência próxima.

De acordo com a delegada Janaina da Silva Dziadowczyk, as crianças confiaram nos suspeitos e foram levadas até um imóvel sob a promessa de brincadeira. “Eles chamaram para soltar pipa e disseram que tinham linha, o que fez com que as vítimas entrassem no local”, explicou.

A polícia apontou que o adulto envolvido no crime foi o responsável por iniciar a gravação dos abusos com o próprio celular. Em seguida, ele teria pedido a um dos adolescentes que continuasse filmando.

As imagens foram posteriormente compartilhadas por meio do aplicativo WhatsApp e acabaram se espalhando nas redes sociais, ampliando a gravidade do caso.

Até o momento, quatro adolescentes e um adulto foram identificados e detidos. O adulto foi preso na Bahia e deve ser transferido para São Paulo nesta segunda-feira (4).

Entre os menores apreendidos, dois foram levados pelos próprios pais ao 63º Distrito Policial de Vila Jacuí, enquanto outro foi localizado em Jundiaí. Um quinto adolescente segue foragido.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a polícia negocia com a família do suspeito para que ele se entregue.

As autoridades agora buscam identificar quem compartilhou os vídeos do crime. A polícia alerta que a divulgação desse tipo de material também pode configurar crime, mesmo quando feita com a intenção de denunciar o caso.

Além disso, investigadores apuram a possibilidade de que moradores da comunidade tenham tentado intimidar a família das vítimas para evitar o registro da ocorrência, sugerindo que o caso fosse resolvido sem envolvimento policial.

A polícia reforça que qualquer pessoa que tenha recebido ou compartilhado os vídeos deve interromper imediatamente a divulgação, a fim de preservar as vítimas.