31 de julho de 2025
alerta

Influenza tem alta de 533% e Rio Grande do Sul decreta emergência em saúde

O decreto foi publicado pela administração estadual no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quinta-feira (30) e terá validade pelos próximos 120 dias

Por Redação
Publicado em
O decreto foi publicado pela administração estadual no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quinta-feira (30) e terá validade pelos próximos 120 dias - Foto: Reprodução/Internet

O Governo do Rio Grande do Sul decretou situação de emergência em saúde pública em todo o estado para o enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com atenção prioritária ao atendimento de crianças. O decreto foi publicado pela administração estadual no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quinta-feira (30) e terá validade pelos próximos 120 dias.

A medida foi tomada após um aumento significativo no número de contaminações e hospitalizações por doenças infecciosas respiratórias, especialmente entre os menores de 12 anos. De acordo com a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, a formação de filas de espera nas unidades de saúde pode elevar o risco sanitário para toda a população, o que justifica a declaração de emergência.

Durante o período de vigência do decreto, as redes hospitalares que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS) deverão priorizar atendimentos emergenciais em leitos clínicos com suporte ventilatório e em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com o objetivo de combater e prevenir novos casos de SRAG. A síndrome é uma definição clínica que identifica o estado grave de um paciente a partir de infecções causadas por diferentes agentes virais, como o vírus da influenza (gripe), a covid-19 (Sars-Cov-2) e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Os números que levaram o governo a tomar essa decisão são expressivos. Segundo o levantamento estadual, houve um aumento de 102,7% nas hospitalizações por SRAG como um todo. O vírus influenza, especialmente o subtipo H3N2, registrou uma disparada de 533,3% nos casos graves. Já o Rinovírus apresentou crescimento de 376,9% no total, mas entre crianças menores de 12 anos esse índice chegou a impressionantes 528,6%. Dois dados adicionais contribuíram para a determinação da emergência: o crescimento proporcional de sintomas gripais em apenas uma semana no estado, o que sugeriu um aumento na circulação de vírus respiratórios, além da alta taxa de positividade para detecção dos vírus constatada pelo Laboratório Central do Estado.

Em comunicado oficial, o governo estadual informou que a Secretaria da Saúde coordenará as ações e os serviços públicos voltados ao enfrentamento da emergência em SRAG e instituirá diretrizes gerais para a implementação de medidas cabíveis para a contenção da síndrome, com prioridade absoluta ao atendimento de crianças. A pasta poderá expedir atos complementares para assegurar o atendimento dos cidadãos na rede pública e auxiliar os prestadores de serviços a enfrentar o estado de emergência. Os municípios gaúchos, por sua vez, poderão adotar medidas adicionais de acordo com as condições específicas de cada localidade.

Não é a primeira vez que o governo de Eduardo Leite adota uma medida desse porte. Em maio do ano passado, o estado já havia decretado emergência em saúde pública por conta da SRAG. Na ocasião, foram registradas 4.099 hospitalizações por síndrome respiratória grave. Dessas internações, 305 pessoas morreram. Entre as crianças menores de cinco anos, foram contabilizadas 1.374 internações e 10 mortes.