MC Ryan SP é transferido para penitenciária no interior após nova ordem de prisão por lavagem de dinheiro
Investigado na Operação Narco Fluxo, cantor teve prisão preventiva restabelecida após reviravolta judicial
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O cantor MC Ryan SP foi transferido nesta quinta-feira (30) do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste de São Paulo, para a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior do estado. A mudança ocorre após a Justiça voltar a decretar a prisão preventiva do artista no âmbito da Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
A investigação é conduzida pela Polícia Federal e aponta que o cantor seria um dos principais beneficiários da estrutura criminosa. Segundo as autoridades, o grupo utilizava empresas ligadas à indústria do entretenimento para “lavar” recursos de origem ilícita.
O caso teve uma sequência de decisões contraditórias. Em 23 de abril, a Justiça Federal determinou a prisão preventiva de MC Ryan SP e de outros investigados. No mesmo dia, porém, o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus ao grupo, alegando irregularidades na decretação anterior de prisão temporária.
Com o avanço das investigações, uma nova decisão judicial restabeleceu a prisão, desta vez em caráter preventivo, levando novamente os suspeitos ao sistema prisional.
Esquema bilionário é alvo da Operação Narco Fluxo
De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa movimentou mais de R$ 260 bilhões. O esquema envolveria recursos provenientes de atividades ilegais como tráfico internacional de drogas, apostas clandestinas e rifas irregulares.
A operação mobilizou mais de 200 agentes para o cumprimento de dezenas de mandados de prisão e busca em vários estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
Entre os investigados também estão o funkeiro MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa.
Bloqueio bilionário de bens e continuidade das investigações
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens ligados a MC Ryan SP, além de medidas de restrição patrimonial aplicadas a dezenas de investigados, entre pessoas físicas e empresas.
Segundo decisão judicial, o valor foi estimado com base no lucro obtido com atividades ilícitas, incluindo o tráfico de grandes quantidades de drogas e movimentações financeiras identificadas por órgãos de controle.
Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As apurações seguem em andamento.