Alcolumbre articula nos bastidores e consolida derrota de Lula na indicação de Messias ao STF, diz blog
Rejeição de Jorge Messias expõe articulação no Senado e amplia desgaste entre Planalto e cúpula da Casa; decisão encerra meses de impasse
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A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (29), no Senado Federal, teve forte articulação nos bastidores do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e representou uma derrota para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo apuração de um blog político.
A votação que barrou o nome do advogado-geral da União encerrou semanas de tensão em torno da indicação e consolidou um revés para o Palácio do Planalto na relação com o Senado.
Nos bastidores, Alcolumbre atuou de forma intensa contra a aprovação de Messias. Interlocutores relatam que o presidente do Senado manteve conversas com diferentes lideranças políticas ao longo do dia e teria classificado o desfecho da votação como “histórico”.
A preferência de Alcolumbre, desde o início, era pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga aberta no Supremo, o que aumentou a resistência à indicação feita pelo governo federal. Nesse cenário, a escolha de Messias não teria sido plenamente absorvida pela cúpula do Senado.
Com a rejeição, aliados avaliam que o resultado pode reabrir a disputa sobre uma nova indicação de Lula para a Corte. Já integrantes do governo afirmam que não há compromisso automático de mudança de rumo na próxima escolha.
No Congresso, a avaliação predominante é de que a derrota tem peso político significativo para o Planalto, em meio a tensões acumuladas entre Executivo e Senado.
Agora, o governo Lula terá de iniciar um novo processo de articulação para preencher a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.