31 de julho de 2025
ECONOMIA

Raquel Lyra assina concessão parcial da Compesa com investimento de R$ 17,4 bilhões em Pernambuco

Parceria com consórcio privado deve ampliar saneamento e beneficiar cerca de 7 milhões de pessoas em 151 municípios

Por Paula Tabosa
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Raquel Lyra assina concessão parcial da Compesa com investimento de R$ 17,4 bilhões em Pernambuco - Foto: Reprodução

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, assinou nesta quarta-feira (29), no Palácio do Campo das Princesas, o contrato de concessão parcial dos serviços da Compesa, considerado pelo Governo do Estado como o maior investimento em saneamento da história de Pernambuco. A parceria prevê R$ 17,4 bilhões em investimentos e deve beneficiar cerca de 7 milhões de pessoas em 151 municípios.

A iniciativa consolida a atuação do consórcio formado pelas empresas Acciona e BRK Ambiental, que ficará responsável pela distribuição de água e pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto em municípios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e parte do Sertão. A Compesa continuará responsável pela produção e pelo armazenamento da água.

Durante a assinatura, a governadora destacou a importância da medida para o futuro do Estado. “Hoje é um dia histórico e de prosperidade para o povo pernambucano. Essa assinatura é uma das obras mais importantes da nossa história. Estamos garantindo um direito básico para a nossa população”, afirmou Raquel Lyra.

Além dos investimentos, o contrato prevê uma outorga de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 2,4 bilhões foram repassados já no ato da assinatura. Desse total, R$ 1,3 bilhão será destinado aos municípios contemplados, com R$ 770 milhões liberados imediatamente.

Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, o modelo busca acelerar o cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento, que estabelece a universalização do acesso à água potável e ao esgotamento sanitário até 2033.

A concessão também fortalece a capacidade de investimento do Estado e amplia a execução de obras em regiões historicamente afetadas pela escassez hídrica e pela falta de infraestrutura adequada. A expectativa é de que a medida amplie o acesso aos serviços básicos e melhore a qualidade de vida da população pernambucana nos próximos anos.