31 de julho de 2025
saúde

Governo de SP confirma novos casos de sarampo e acende alerta para viagens da Copa do Mundo

O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de disseminação da doença devido à Copa do Mundo, que será realizada entre junho e julho

Por Redação
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O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de disseminação da doença devido à Copa do Mundo, que será realizada entre junho e julho - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta terça-feira (28), dois novos casos importados de sarampo na capital paulista. Os pacientes são um homem de 42 anos, natural da Guatemala, e um bebê de seis meses que não havia sido vacinado e possui histórico de viagem para a Bolívia no início deste ano.

O registro preocupa as autoridades sanitárias, uma vez que o estado atingiu em apenas quatro meses o total de casos importados contabilizados durante todo o ano passado. O aumento acende um sinal de alerta sobre a circulação do vírus e a necessidade de bloqueio vacinal.

Ameaça durante a Copa do Mundo


O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de disseminação da doença devido à Copa do Mundo, que será realizada entre junho e julho. O evento terá como sedes os Estados Unidos, Canadá e México — países que enfrentam surtos ativos de sarampo. A alta transmissibilidade nas Américas e o grande fluxo de brasileiros para a competição aumentam a probabilidade de novos casos importados.

Em nota, a Secretaria de Saúde reforçou que monitora o cenário epidemiológico e que a vacinação é a principal ferramenta de controle, especialmente para quem pretende viajar para o exterior.

Orientações para vacinação


A imunização está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e segue critérios por faixa etária:

- Crianças: Devem receber a primeira dose (tríplice viral) aos 12 meses e a segunda (tetra viral) aos 15 meses de idade.

- De 5 a 29 anos: Necessário comprovar duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

- De 30 a 59 anos: Devem tomar uma dose da vacina tríplice viral.

- Trabalhadores da saúde: Devem comprovar duas doses da tríplice viral, independentemente da idade.

A pasta recomenda que os viajantes confiram a situação vacinal antes de embarcar para grandes eventos internacionais para evitar a reintrodução do vírus em território nacional.