Sindicato denuncia novamente superlotação na Maternidade Santa Mônica e expõe crise na saúde em Alagoas
Vídeos mostram pacientes em poltronas e corredores lotados; unidade também enfrenta denúncias sobre alimentação e presença de escorpiões
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A superlotação na Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió, voltou a ser denunciada pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), que classificou a situação como crítica e cobrou medidas urgentes das autoridades. Em vídeos divulgados nas redes sociais nesta segunda-feira (27), a presidente da entidade, Sílvia Melo, mostrou pacientes acomodadas em poltronas e corredores lotados logo no início do plantão noturno.
De acordo com o sindicato, ao menos 11 pacientes estavam na triagem sem estrutura adequada, cenário que, segundo a entidade, compromete a qualidade do atendimento e coloca em risco a segurança de gestantes e recém-nascidos. “Quando é que os gestores vão entender que a superlotação só prejudica a população?”, questionou Sílvia Melo.
A unidade, administrada pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), é referência no atendimento obstétrico e neonatal no estado.
Denúncias se repetem e aumentam pressão
Não é a primeira vez que o Sinmed denuncia a situação. Em 17 de abril, a entidade já havia divulgado imagens de corredores abarrotados, ausência de leitos e condições consideradas inadequadas. Na ocasião, o sindicato alertou para risco de infecções hospitalares e classificou o cenário como uma “bomba-relógio” devido à falta de isolamento para pacientes com doenças infectocontagiosas.
Alimentação e escorpiões ampliam crise
Além da superlotação, a maternidade também virou alvo de denúncias relacionadas à alimentação. Imagens enviadas à imprensa mostram o que seriam vermes em refeições servidas na unidade. Outro ponto que chamou atenção foi o registro da presença de escorpiões dentro do hospital, aumentando a preocupação com as condições sanitárias.
Em resposta, a direção da maternidade, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), afirmou que não recebeu reclamações formais sobre alimentos contaminados e que segue protocolos rigorosos de segurança alimentar. A unidade também destacou que não há confirmação sobre a origem das imagens divulgadas.
Sobre os escorpiões, a maternidade informou que mantém ações contínuas de dedetização e controle de pragas, intensificadas durante o período chuvoso, quando há aumento da incidência desses animais na cidade.
Cobrança por solução definitiva
Diante do cenário, o Sinmed voltou a cobrar investimentos estruturais, incluindo a construção de uma nova maternidade com capacidade adequada para atender a demanda da população.
A entidade reforça que não é possível naturalizar a precariedade no atendimento e defende ações imediatas para garantir dignidade, segurança e qualidade na assistência à saúde materno-infantil em Alagoas.