Ministério Público de Alagoas abre investigação sobre suspeita de extorsão, roubo e cárcere privado envolvendo policial
Procedimento administrativo apura denúncia de crimes graves ocorridos em Maceió; caso envolve possível abuso de autoridade
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O Ministério Público do Estado de Alagoas instaurou um procedimento administrativo para investigar a suposta participação de um policial militar em crimes graves, incluindo extorsão, roubo e cárcere privado, ocorridos em Maceió. A medida foi formalizada por meio de portaria publicada pela 62ª Promotoria de Justiça da Capital.
A decisão foi assinada pela promotora Alexandra Beurlen, que atua em substituição, e tem como objetivo aprofundar a apuração de denúncias envolvendo possíveis irregularidades na atuação policial, dentro das atribuições de controle externo da atividade policial exercidas pelo Ministério Público.
De acordo com o procedimento, os fatos teriam ocorrido no dia 6 de dezembro de 2025, no bairro de Ponta Verde, área nobre da capital alagoana. A denúncia aponta que a vítima teria sido submetida a ameaças, violência psicológica e constrangimentos físicos, inclusive sob ameaça de morte.
Ainda segundo os autos, os crimes teriam sido praticados por um sargento da polícia em conjunto com outro indivíduo, em um contexto relacionado à cobrança de uma suposta dívida. O caso foi inicialmente registrado por meio de boletim de ocorrência e encaminhado ao Ministério Público para análise.
A promotoria destacou que a conduta atribuída ao agente público pode configurar grave violação aos deveres funcionais, além de possíveis ilícitos penais, o que exige investigação rigorosa por parte dos órgãos competentes.
O procedimento também foi instaurado após o prazo da chamada “Notícia de Fato” ser ultrapassado sem a conclusão das apurações iniciais, o que motivou a conversão para uma fase mais aprofundada de investigação.
Entre as medidas determinadas estão o registro formal do processo no sistema do Ministério Público, a publicação da portaria e o envio de cópias para outras promotorias, além da realização de novas diligências.
O caso segue sob investigação e poderá resultar na adoção de medidas judiciais, caso as irregularidades sejam confirmadas.