31 de julho de 2025

Ministério da Justiça cobra EUA por andamento de carta rogatória contra Paulo Figueiredo em investigação sobre trama golpista

Pedido foi encaminhado ao STF e busca atualizar situação da notificação ao jornalista, denunciado por coação ao lado de Eduardo Bolsonaro

Por Redação
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Paulo Figueiredo. - Foto: Reprodução/Youtube

O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou autoridades dos Estados Unidos em busca de informações atualizadas sobre a tramitação de uma carta rogatória enviada ao jornalista e influenciador Paulo Figueiredo. O pedido foi formalizado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes na tarde desta segunda-feira (27), reacendendo um dos desdobramentos mais sensíveis das investigações sobre a chamada trama golpista.

De acordo com o Ministério, o governo brasileiro solicitou que as autoridades norte-americanas informem em qual etapa se encontra o procedimento de entrega da notificação. A carta rogatória foi expedida por Moraes ainda em outubro do ano passado e tem como objetivo dar ciência formal ao investigado sobre a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos, é apontado como um dos alvos da investigação e não pode ser localizado em território brasileiro, o que torna necessária a cooperação internacional. Ele foi denunciado por coação, em conjunto com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, no âmbito do processo que apura tentativas de ruptura institucional no país.

Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, Figueiredo teria atuado ao lado de aliados do ex-presidente para pressionar autoridades estrangeiras a adotarem sanções contra membros do Judiciário brasileiro e até contra o próprio Brasil. A acusação sustenta que essas ações buscavam interferir diretamente nas instituições democráticas.

Além da investigação por coação, o jornalista também foi incluído no chamado “núcleo 5” da trama golpista — grupo apontado como responsável por articular estratégias de desestabilização institucional. O mesmo processo resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão.