31 de julho de 2025
investigação

Justiça Federal confirma afastamento de delegado-geral e agente da Polícia Civil de AL

Medida cautelar foi determinada em 30 de março e segue em vigor até 30 de junho

Por Redação
Publicado em
O delegado da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier. - Foto: Assessoria

A Justiça Federal confirmou nesta segunda-feira (27) que determinou o afastamento do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, e do agente Eudson Oliveira de Matos no âmbito de uma investigação sobre fraudes em concursos públicos.

A Justiça Federal confirmou nesta segunda-feira (27) o afastamento do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, e do agente Eudson Oliveira de Matos no âmbito de uma investigação sobre fraudes em concursos públicos.

A decisão foi assinada no dia 30 de março e prevê o afastamento por 60 dias, com vigência até 30 de junho. O sigilo foi levantado no último dia 22 de abril.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há indícios de que o delegado teria ligação com uma organização criminosa que atuava em certames de grande concorrência em todo o país. Entre as provas estão delações premiadas, registros de comunicação e análises de cartões de resposta que apontam padrões semelhantes entre candidatos beneficiados e integrantes do grupo.

As investigações também indicam possível favorecimento a familiares, com uso de “clones” — quando terceiros fazem a prova no lugar do candidato — e tentativa de fraude em seleções como o Concurso Nacional Unificado (CNU) e o Banco do Brasil.

O esquema utilizava ainda pontos eletrônicos: integrantes fotografavam as provas e enviavam as questões a comparsas, que repassavam as respostas por dispositivos ocultos. Em outra frente, há suspeita de vazamento de informações sigilosas de operação da Polícia Federal, com acesso prévio a mandados e orientação para destruição de provas.

Com o afastamento, o governo de Alagoas nomeou o delegado Thales Silva Araújo para assumir interinamente o comando da corporação.

A medida, segundo a Justiça, busca evitar interferência nas investigações, que continuam em andamento.

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