“Vamos até o final atrás de Justiça”, diz mulher trans após acusar Cássia Kis de transfobia
Roberta Santana registra ocorrência na Decradi nesta segunda-feira (27/4) e denuncia injúria por preconceito e ameaça após episódio em shopping
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A mulher trans Roberta Santana esteve nesta segunda-feira (27), na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), localizada no Centro do Rio de Janeiro, para registrar um boletim de ocorrência contra a atriz Cássia Kis. A denúncia envolve acusações de injúria por preconceito e ameaça, supostamente motivadas por transfobia.
Acompanhada da vereadora e ativista Benny Briolly, Roberta buscou apoio jurídico e psicológico durante o atendimento. Segundo ela, a ida à delegacia teve como principal objetivo responsabilizar a atriz pelo ocorrido.
“Viemos aqui na Decradi hoje, eu e Benny. Estou sendo assistida pela equipe dela. Viemos prestar o boletim de ocorrência. A gente veio atrás de Justiça, porque isso é inadmissível acontecer em 2026. Vamos até o final atrás de Justiça”, declarou a jovem logo após deixar a unidade policial.
O caso aconteceu no último fim de semana, dentro do banheiro feminino de um shopping no Rio de Janeiro. De acordo com o relato de Roberta, ela estava chegando para trabalhar quando foi impedida de utilizar o espaço e, em seguida, passou por uma situação de constrangimento envolvendo a atriz.
Em relato anterior, Roberta afirmou que ouviu comentários ofensivos antes mesmo de entrar em uma cabine. Ao sair do banheiro, percebeu que Cássia Kis discutia com uma funcionária do local e decidiu questionar se as falas eram direcionadas a ela.
Segundo a denúncia, a atriz teria dito que “o Brasil está perdido” e se referido à presença de “um homem no banheiro das mulheres”. Roberta respondeu afirmando ser uma mulher trans e ressaltou seu direito de utilizar o banheiro feminino.
Ainda conforme o registro da ocorrência, a discussão teria continuado em outra área do shopping, momento em que a atriz teria elevado o tom de voz. Roberta declarou ter se sentido humilhada e classificou o episódio como uma forma de violência verbal.
O caso agora será investigado pela Decradi, que apura crimes relacionados à discriminação e intolerância no estado do Rio de Janeiro.