31 de julho de 2025
em entrevista

Trump rebate acusações de atirador em entrevista: “Não sou pedófilo, não estuprei ninguém”

Presidente era questionado sobre as acusações que o atirador Cole Tomas Allen, de 31 anos, usou para justificar a tentativa de ataque na noite de sábado (25)

Por Redação
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Presidente era questionado sobre as acusações que o atirador Cole Tomas Allen, de 31 anos, usou para justificar a tentativa de ataque na noite de sábado (25) - Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se exaltou em entrevista exibida neste domingo (26) pelo programa "60 Minutes", da rede CBS. Trump era questionado sobre as acusações que o atirador Cole Tomas Allen, de 31 anos, usou para justificar a tentativa de ataque na noite de sábado (25): "Eu não sou um pedófilo".

A entrevistadora perguntou qual havia sido a reação de Trump ao ler o "manifesto" atribuído ao atirador, que incluía a frase: "Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes". O americano retrucou e elevou o tom: "Eu estava esperando você ler isso, porque eu sabia que você leria, porque vocês são pessoas horríveis, pessoas horríveis."

Trump confirmou o teor do texto, que já circulava na internet ao longo do dia: "Sim, ele escreveu isso." Mas voltou a rejeitar as acusações: "Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém. Eu não sou um pedófilo."

"Com licença. Eu não sou um pedófilo. Você leu essa porcaria de uma pessoa doente. Me associaram a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado. Seus amigos do outro lado do campo é que estavam envolvidos com, digamos, Epstein ou outras coisas. Mas eu disse a mim mesmo, sabe, vou dar essa entrevista e eles provavelmente… eu li o manifesto, sabe, ele é uma pessoa doente", afirmou Trump, em uma tentativa de associar a jornalista aos democratas e estes ao caso envolvendo Jeffrey Epstein.

O "manifesto"


Ao longo do domingo (26), alguns veículos e páginas da internet passaram a divulgar o que atribuem ser uma carta escrita pelo atirador. No texto, Allen pede desculpas à família, amigos e pessoas que colocou em perigo, e reforça: "Sou cidadão americano."

Além disso, ele teria listado possíveis alvos, incluindo integrantes do alto escalão da Casa Branca e, caso houvesse reação, agentes do Serviço Secreto e a equipe de segurança do hotel.

Por fim, o "manifesto" ainda repete as acusações: "Eu ainda passaria por cima da maioria das pessoas aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base na ideia de que a maior parte das pessoas escolheu assistir ao discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, e portanto são cúmplices), mas eu realmente espero que não chegue a esse ponto."