31 de julho de 2025
URBANISMO

Maceió fica mais vertical e perde espaço de casas; apartamentos já crescem quase 60% em 6 anos

Dados do IBGE mostram avanço da verticalização e mudança no perfil das moradias; aluguel e financiamentos também aumentam

Por Redação
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Maceió fica mais vertical e perde espaço de casas; apartamentos já crescem quase 60% em 6 anos - Foto: Célio Junior/Secom Maceió

O perfil das moradias em Maceió está mudando. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um avanço acelerado da verticalização na capital, com aumento significativo no número de apartamentos nos últimos anos.

Em 2019, os apartamentos representavam 12,4% dos domicílios. Em 2025, esse percentual saltou para 19,5% — um crescimento de quase 60% no período.

Apesar de ainda predominarem, as casas vêm perdendo participação. Elas passaram de 86,5% das moradias em 2019 para 80,5% em 2025, indicando uma mudança gradual no padrão urbano da cidade.

A mudança no tipo de moradia vem acompanhada de alterações no acesso à casa própria. A proporção de imóveis quitados caiu de 62,2% para 52,8% em seis anos, enquanto os financiamentos cresceram e já representam 7,4% dos domicílios.

O aluguel também avançou no período e já responde por 30,3% das moradias, reforçando a tendência de transformação no mercado imobiliário local.

Especialistas apontam que fatores locais ajudam a explicar esse redesenho da cidade. Entre eles, os impactos provocados pela mineração de sal-gema da Braskem, que levou ao deslocamento de milhares de moradores e aumentou a demanda por novas formas de habitação.

O número total de moradias também teve leve aumento, passando de cerca de 473 mil para 475 mil unidades no período analisado.

Os dados mostram que Maceió não apenas cresce, mas também se reorganiza, com maior presença de prédios, aumento do aluguel e mudanças no acesso à moradia — um retrato das transformações recentes na dinâmica urbana da capital alagoana.