Zanin revoga prisão de investigado por venda de decisões no STJ
Ministro aponta excesso de prazo e impõe tornozeleira, restrições de contato e proibição de acesso à Corte
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão preventiva de Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado na Operação Sisamnes por suspeita de compra de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça.
Na decisão, o ministro considerou o excesso de prazo da prisão, já que o investigado estava detido há um ano e cinco meses. Apesar da revogação, Zanin determinou uma série de medidas cautelares.
Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados, recolhimento domiciliar no período noturno e a proibição de frequentar o STJ. Andreson também não poderá acessar sistemas processuais da Corte.
O empresário é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de atuar como intermediador na venda de decisões judiciais em tribunais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no próprio STJ.
Em fevereiro deste ano, a esposa do investigado afirmou que ele corria risco de morte. À época, imagens periciais mostraram Andreson em estado de saúde debilitado. Ele chegou a cumprir prisão domiciliar por quatro meses devido a problemas médicos, mas voltou ao sistema prisional em novembro de 2025.
Segundo as investigações, ele teria retomado atividades criminosas, especialmente relacionadas à lavagem de dinheiro, o que motivou nova prisão preventiva.