31 de julho de 2025
ALAGOAS

Adolescente morre com suspeita de dengue grave em Arapiraca; família denuncia negligência em UPA

Jovem de 17 anos procurou atendimento três vezes antes de diagnóstico; caso é investigado pela Saúde do Estado

Por Redação
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Evilly Vitória tinha apenas 17 anos. - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma adolescente de 17 anos morreu nesta quarta-feira (22) após complicações provocadas por suspeita de dengue grave em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. A morte da jovem Evilly Vitória gerou comoção e levantou questionamentos sobre o atendimento prestado na rede pública de saúde.

O sepultamento ocorreu na quinta-feira (23), e a família acusa a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Itapuã de negligência médica.

De acordo com a mãe da adolescente, Jennifer Rocha, Evilly buscou atendimento pelo menos três vezes na unidade com sintomas compatíveis com dengue, como dores no corpo e mal-estar.

A primeira ida à UPA ocorreu no dia 9 de abril. A última, no domingo (19), quando o quadro já estava agravado. Segundo a família, o diagnóstico de dengue grave só foi levantado após a realização de um exame de sangue, considerado tardio.

“Eu levei ela três vezes pra UPA. Na terceira vez foi que fizeram um exame de sangue. O caso dela foi se agravando e ela tomando só dipirona, mas era dengue hemorrágica”, relatou a mãe.

Após a suspeita de dengue grave, a adolescente foi transferida para o Complexo Hospitalar Manoel André, onde ficou internada na UTI. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu e morreu dois dias depois.

A família informou que pretende entrar com uma ação judicial contra o Estado.

O que diz a Secretaria de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) informou que o caso ainda está sendo investigado como suspeita de dengue.

Segundo o órgão o exame de PCR apresentou resultado negativo. Um exame sorológico foi solicitado, com resultado previsto em até 10 dias

A secretaria confirmou que a paciente deu entrada na UPA no domingo (19), apresentando sintomas como vômito, dor abdominal e dores no corpo.

Exames laboratoriais apontaram plaquetopenia, condição caracterizada pela queda no número de plaquetas e associada a maior risco de sangramentos.

Diante da gravidade, foi solicitada a transferência para unidade hospitalar de maior complexidade.