31 de julho de 2025
EDUCAÇÃO

Greve em universidades federais já atinge 51 instituições e afeta serviços em todo o país

Greve em universidades federais já atinge 51 instituições e afeta serviços em todo o país

Por Redação
Publicado em
Técnicos-administrativos da UFAL seguem em greve. - Foto: Divulgação

A greve de servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) já atinge ao menos 51 universidades e institutos federais em todo o Brasil, segundo levantamento da Fasubra. O movimento se concentra principalmente na região Sudeste, com impacto em instituições de grande porte, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Parte das paralisações começou ainda em fevereiro, enquanto outras adesões foram registradas nos últimos dias. A mobilização nacional tem gerado impactos diretos no funcionamento das universidades.

Com a greve, diversos serviços administrativos estão comprometidos, incluindo emissão de documentos, matrículas, atendimento ao público e funcionamento de setores como bibliotecas, laboratórios e rádios universitárias.

Na UFRJ, por exemplo, o Conselho Universitário chegou a aprovar um recesso acadêmico entre os dias 20 e 25 de abril como forma de lidar com os efeitos da paralisação.

Entre as principais demandas dos servidores está a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), além do cumprimento de pontos acordados com o governo federal em 2024.

A categoria também reivindica a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, sem redução salarial, e melhores condições de trabalho.

Segundo a Fasubra, atos e mobilizações têm reunido trabalhadores em diversas regiões do país, com pautas ligadas à valorização do serviço público e melhorias estruturais nas instituições de ensino.

A paralisação atinge universidades de diferentes estados, incluindo instituições do Nordeste, como a Universidade Federal de Alagoas e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além de diversas federais no Sudeste e Sul do país.

Até o momento, o Ministério da Educação e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos não se manifestaram oficialmente sobre o movimento.