Greve em universidades federais já atinge 51 instituições e afeta serviços em todo o país
Greve em universidades federais já atinge 51 instituições e afeta serviços em todo o país
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A greve de servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) já atinge ao menos 51 universidades e institutos federais em todo o Brasil, segundo levantamento da Fasubra. O movimento se concentra principalmente na região Sudeste, com impacto em instituições de grande porte, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Parte das paralisações começou ainda em fevereiro, enquanto outras adesões foram registradas nos últimos dias. A mobilização nacional tem gerado impactos diretos no funcionamento das universidades.
Com a greve, diversos serviços administrativos estão comprometidos, incluindo emissão de documentos, matrículas, atendimento ao público e funcionamento de setores como bibliotecas, laboratórios e rádios universitárias.
Na UFRJ, por exemplo, o Conselho Universitário chegou a aprovar um recesso acadêmico entre os dias 20 e 25 de abril como forma de lidar com os efeitos da paralisação.
Entre as principais demandas dos servidores está a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), além do cumprimento de pontos acordados com o governo federal em 2024.
A categoria também reivindica a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, sem redução salarial, e melhores condições de trabalho.
Segundo a Fasubra, atos e mobilizações têm reunido trabalhadores em diversas regiões do país, com pautas ligadas à valorização do serviço público e melhorias estruturais nas instituições de ensino.
A paralisação atinge universidades de diferentes estados, incluindo instituições do Nordeste, como a Universidade Federal de Alagoas e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além de diversas federais no Sudeste e Sul do país.
Até o momento, o Ministério da Educação e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos não se manifestaram oficialmente sobre o movimento.