Belém tem situação de emergência reconhecida após chuvas intensas; Ananindeua também é incluída
Cidades do Pará poderão solicitar recursos federais para ações de defesa civil após alagamentos e transbordamentos
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A Belém teve a situação de emergência reconhecida pelo governo federal na noite desta terça-feira (21), após ser atingida por fortes chuvas. A medida foi oficializada por portaria publicada nesta quarta-feira (22) no Diário Oficial da União (DOU). O município de Ananindeua também foi incluído no reconhecimento devido a alagamentos.
O documento foi assinado pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff. Com o reconhecimento, os municípios passam a ter acesso facilitado a recursos federais para ações emergenciais.
Recursos para assistência e reconstrução
Com a medida, as prefeituras podem solicitar apoio ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações como assistência humanitária, recuperação de áreas afetadas e restabelecimento de serviços essenciais.
Os pedidos devem ser feitos por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), ferramenta utilizada para formalizar demandas e liberar recursos federais.
Chuvas intensas causaram transtornos
No último domingo (19), Belém registrou mais de 150 milímetros de chuva em menos de 24 horas, volume considerado extremo. O temporal provocou alagamentos em diversos bairros, além do transbordamento de rios.
Diante da situação, a prefeitura já havia decretado estado de emergência antes do reconhecimento federal.
Apoio técnico no pós-desastre
Para auxiliar os municípios atingidos, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional enviou uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) ao estado.
Os profissionais atuam no suporte às prefeituras e às defesas civis locais, orientando sobre a elaboração de planos de trabalho e medidas emergenciais.
Segundo o secretário Wolnei Wolff, neste primeiro momento, a prioridade é garantir assistência à população afetada. “As pessoas que foram diretamente impactadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, destacou.
Ele também explicou que a próxima etapa será o levantamento dos danos estruturais. Após a redução do nível da água, será possível iniciar ações de reconstrução e restabelecimento das cidades.