31 de julho de 2025
Escândalo

Rede de prostituição de luxo atendia jogadores da elite do futebol na Itália

Investigação aponta esquema com atletas da Serie A e possível envolvimento de piloto de Fórmula 1

Por redação
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A investigação segue em andamento e pode ter impacto direto em clubes da elite do futebol italiano. - Foto: Reprodução X

Uma investigação da promotoria de Milão revelou um esquema de prostituição de luxo que atendia cerca de 50 jogadores da Serie A, incluindo atletas de clubes como Inter de Milão e AC Milan. A operação resultou na prisão domiciliar de quatro pessoas e na apreensão de mais de 1,2 milhão de euros.

Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, o grupo operava sob o disfarce de uma agência de eventos chamada “Ma.De Milano”, com sede em Cinisello Balsamo, na região metropolitana de Milão. Os serviços eram divulgados nas redes sociais e incluíam jantares em restaurantes de alto padrão, festas em casas noturnas e hospedagens em hotéis de luxo.

As investigações indicam que os encontros também aconteciam em destinos internacionais, como Mykonos, durante o verão europeu. Além de jogadores de futebol, a clientela incluiria empresários, celebridades e até um piloto de Fórmula 1, cuja identidade não foi revelada.

Um dos pontos que chamou a atenção das autoridades foi o uso de óxido nitroso, conhecido como “gás do riso”. A substância provoca euforia e não é detectada em exames antidoping, o que, segundo a investigação, poderia atrair atletas de alto rendimento.

De acordo com a Justiça italiana, a organização recrutava mais de cem mulheres, entre modelos e acompanhantes, muitas em situação de vulnerabilidade. Os líderes do esquema ficavam com cerca de metade dos lucros obtidos com os serviços.

A apuração também identificou indícios de exploração, incluindo relatos de mulheres que teriam sido coagidas a se prostituir e a dividir os ganhos com os responsáveis pela rede. Em um dos casos, uma jovem afirmou ter engravidado após encontro com um jogador, cujo nome permanece sob sigilo.

As atividades do grupo teriam continuado mesmo durante o período de restrições da pandemia de Covid-19, com a manutenção de uma boate clandestina no local que servia de base para o esquema.

Apesar da gravidade das revelações, os nomes dos atletas envolvidos não foram divulgados por decisão judicial. A investigação segue em andamento e pode ter impacto direto em clubes da elite do futebol italiano. 

Na Itália, a prostituição voluntária não é crime, mas a exploração da atividade por terceiros, bem como crimes como lavagem de dinheiro, pode levar à responsabilização penal — foco principal do caso investigado.