EUA apreendem petroleiro ligado ao Irã em meio a tensão sobre cessar-fogo
Ação ocorre em águas internacionais e pode impactar negociações de paz previstas no Paquistão
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As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (21) a apreensão de um navio-tanque ligado ao Irã em águas internacionais, em mais um episódio de escalada de tensão entre os dois países.
Segundo o Comando Central dos EUA, o petroleiro, identificado como “Tifani”, foi abordado “sem incidentes”. A embarcação tem capacidade para transportar até dois milhões de barris de petróleo e estava próxima ao Sri Lanka, no Oceano Índico, de acordo com dados de rastreamento marítimo.
O navio seguia quase totalmente carregado e tinha como destino declarado Singapura.
Apreensão ocorre às vésperas do fim do cessar-fogo
A operação acontece em um momento crítico, com o cessar-fogo entre os países previsto para terminar nesta quarta-feira (22).
O presidente Donald Trump afirmou que o Irã teria violado repetidamente a trégua, sem detalhar os episódios.
Por outro lado, autoridades iranianas consideram ações como bloqueios e apreensões como violações do acordo, o que pode dificultar a retomada de negociações.
Negociações de paz seguem incertas
Há expectativa de novas conversas entre os dois países no Paquistão, mas o cenário ainda é indefinido.
Enquanto autoridades americanas demonstram confiança na realização das negociações, veículos de comunicação iranianos afirmam que nenhuma delegação deixou o país até o momento.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, é esperado em Islamabad para tentar avançar nas tratativas.
Estreito de Ormuz amplia tensão global
O conflito também impacta o fornecimento global de energia. O Irã mantém restrições no Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial.
A interrupção do fluxo na região tem elevado preocupações sobre os preços do petróleo e possíveis efeitos na economia global.
Programa nuclear está no centro do impasse
Um dos principais pontos de divergência nas negociações é o programa nuclear iraniano.
Os Estados Unidos defendem limitações ao enriquecimento de urânio, enquanto o Irã afirma que seu programa tem fins pacíficos e busca manter parte de sua capacidade nuclear.
Sem acordo, cresce o risco de retomada das hostilidades militares.