BBB 26: Milena revive fake news sobre “cidade secreta” na Amazônia e gera debate
Teoria de Ratanabá volta à tona dentro do reality e é desmentida ao vivo por participantes
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Uma conversa no Big Brother Brasil 26 trouxe de volta uma antiga fake news que já viralizou nas redes sociais. Durante um bate-papo na área externa da casa, a participante Milena mencionou a suposta existência de Ratanabá, uma cidade subterrânea escondida na Amazônia — teoria que não possui qualquer comprovação científica.
O assunto surgiu em diálogo com Ana Paula Renault e Juliano Floss. Milena afirmou acreditar que a cidade existiria sob a floresta, chegando a citar imagens aéreas que, segundo ela, mostrariam estruturas ligando países por túneis subterrâneos. A fala foi prontamente contestada por Ana Paula, que classificou a história como fake news.
Mesmo após o alerta, Milena insistiu na possibilidade de a teoria ser verdadeira, relembrando conteúdos que circularam nas redes sociais nos últimos anos. A conversa repercutiu entre os fãs do programa, reacendendo discussões sobre desinformação e teorias conspiratórias.
A história de Ratanabá ganhou força em 2022, quando publicações na internet passaram a afirmar que uma civilização avançada estaria escondida na Amazônia. Segundo essas versões, a cidade seria maior que grandes metrópoles, rica em ouro e tecnologias antigas, além de supostamente ter ligação com civilizações desconhecidas — ou até extraterrestres.
Especialistas, no entanto, já desmentiram amplamente essas alegações. Em entrevistas à época, arqueólogos explicaram que não há qualquer evidência científica que sustente a existência de Ratanabá. O arqueólogo Eduardo Góes Neves, da Universidade de São Paulo (USP), chegou a classificar a teoria como um “delírio” e alertou para o impacto negativo desse tipo de desinformação na ciência.
Outro ponto que desmonta a narrativa é o aspecto cronológico. Algumas versões da teoria afirmam que a suposta civilização teria existido há centenas de milhões de anos — período anterior até mesmo ao surgimento dos dinossauros, o que torna a hipótese incompatível com o conhecimento científico atual.