Lula e chanceler da Alemanha criticam guerras e cobram atuação da ONU
Líderes defendem soluções diplomáticas e alertam para riscos globais de conflitos e tensões internacionais
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, criticaram nesta segunda-feira (20) a escalada de conflitos no Oriente Médio e demonstraram preocupação com ameaças envolvendo Cuba. As declarações foram feitas após reunião bilateral em Hanôver.
Durante entrevista, Lula afirmou que os conflitos em curso não têm justificativa e criticou a falta de მოქმედação da Organização das Nações Unidas para mediar soluções diplomáticas. Segundo ele, a paralisação do organismo internacional enfraquece a resposta a crises globais.
Os dois líderes também alertaram para os impactos econômicos e políticos das guerras, que vão além das regiões diretamente afetadas. Merz destacou, por exemplo, os efeitos no preço do petróleo após novas tensões envolvendo o Estreito de Ormuz.
Tensão com Cuba
Sobre Cuba, o chanceler alemão afirmou que não há base legal para uma eventual intervenção estrangeira. Lula, por sua vez, reforçou ser contrário a qualquer tipo de interferência externa em outros países e criticou o bloqueio econômico imposto à ilha.
Acordos e economia
Apesar do cenário internacional, Brasil e Alemanha avançaram em acordos de cooperação em áreas como tecnologia, energia, defesa e inovação. Os dois países também celebraram a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevista para maio.
Os líderes ainda destacaram o potencial de parceria em setores estratégicos, como minerais críticos e biocombustíveis, considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico.