31 de julho de 2025
8 de janeiro

VÍDEO: Ex-PM de MG condenado por invasão aos Três Poderes é preso novamente e gera repercussão; entenda o caso

Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, estava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vídeo do momento da detenção viralizou nas redes sociais

Por Redação
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Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, estava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vídeo do momento da detenção viralizou nas redes sociais - Foto: Reprodução

A prisão do ex-policial militar mineiro Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, condenado pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, voltou a mobilizar o debate político em Minas Gerais sobre o tamanho das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos na invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O ex-PM foi preso na última sexta-feira (17), em Uberlândia (MG), após a conclusão do julgamento e a expedição do mandado para início do cumprimento da pena de 14 anos de reclusão. Ele estava em regime domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica desde 11 de abril de 2025, quando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, substituiu a detenção preventiva pela prisão domiciliar.

Repercussão e debate político


O caso ganhou repercussão em Minas Gerais porque parlamentares do estado passaram a questionar a dosimetria aplicada pelo STF, especialmente em situações em que réus sem histórico criminal receberam penas elevadas, próximas às aplicadas a outros participantes com diferentes níveis de envolvimento nos atos.

A crítica tem sido puxada, principalmente, por políticos alinhados à direita, que defendem a revisão das condenações ou até mesmo a concessão de anistia. Eles argumentam que o Judiciário tem adotado um critério uniforme para punir os envolvidos, sem distinguir adequadamente quem participou diretamente da depredação, quem financiou os atos e quem apenas esteve presente nos locais invadidos.

O STF, por sua vez, sustenta que as penas refletem a gravidade da ofensiva contra as instituições e o risco representado ao regime democrático. Os ataques de 8 de janeiro ocorreram uma semana após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provocaram prejuízos milionários ao patrimônio público. Desde então, a Corte vem julgando os acusados em blocos, com penas que chegam a ultrapassar uma década de prisão para os executores.

Vídeo da prisão viraliza


A prisão de Marco Alexandre viralizou após a divulgação de um vídeo gravado no momento em que era levado por policiais militares. Nas imagens, ele aparece visivelmente abalado, chorando e questionando a ordem de detenção.

“Eu não aguento mais. Por que tanta injustiça? Por que prender tanta gente inocente? Estou a dois ou três anos preso… Eu fiz a minha parte. Eu podia ter fugido, mas não fugi”, disse Marco Alexandre durante a prisão.

A abordagem ocorreu na residência do ex-PM, que cumpria pena em regime domiciliar. Com a decisão final e definitiva da sentença pelos atos de 8 de janeiro, a Justiça determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado.

Histórico do caso


Marco Alexandre está entre os réus que foram acusados de envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o prédio do Supremo, em um episódio classificado pela Corte como tentativa de golpe de Estado.

A primeira prisão do ex-PM ocorreu em 20 de abril de 2023, quando ele se apresentou à sede da Polícia Federal em Brasília. Após ficar cerca de dois anos sob custódia, obteve a liberdade provisória com medidas cautelares em abril de 2025, mas voltou a ser recolhido ao sistema prisional com o trânsito em julgado da condenação.