Família contesta versão da polícia e nega que menor pilotava moto em acidente que matou mulher em Paudalho (PE)
Colisão frontal com caminhão na PE-40 deixou Tamires Gomes da Costa, 27, morta e seu filho de 12 anos gravemente ferido
Publicado em
Familiares e amigos de Tamires Gomes da Costa, de 27 anos, morta em um sinistro de trânsito na última quinta-feira (16) em Paudalho (PE), contestam a versão inicial da Polícia Civil de que o filho da vítima, de 12 anos, estaria pilotando a motocicleta no momento da colisão. O acidente ocorreu na PE-40, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.
A informação de que o garoto conduzia o veículo foi repassada ao Diario de Pernambuco pela própria Polícia Civil. No entanto, Thiago Menezes, amigo de infância de Tamires, afirma com convicção que quem pilotava a moto era a mãe, e o menino estava na garupa. “Posso dizer com convicção que quem pilotava era a mãe. O menino estava atrás. Ele é muito educado e sequer sabia pilotar direito”, declarou.
Dinâmica do acidente
Segundo testemunhas, o sinistro ocorreu após um caminhão invadir a faixa contrária durante uma tentativa de ultrapassagem. “Ela vinha na mão correta e o caminhoneiro, de forma imprudente, entrou na faixa dela. Foi uma colisão frontal”, relatou Thiago. Ele acrescentou que o motorista do caminhão deixou o local sem prestar socorro às vítimas. Também circula a informação de que o homem estava alcoolizado no momento do acidente.
O filho de Tamires, de 12 anos, segue internado no Hospital da Restauração, no Recife. O estado de saúde dele não foi divulgado. “Não pode ficar impune. Quem comete um ato desse precisa responder. Foi uma atitude irresponsável que custou uma vida”, desabafou Thiago.
Perfil da vítima
Natural de Chã de Alegria, Tamires era estudante de Fisioterapia e nutria uma paixão antiga por animais – cogitava também seguir a carreira de veterinária. Trabalhava de forma autônoma, vendendo perfumes e cosméticos. Era ligada à igreja evangélica Assembleia de Deus e mãe de dois filhos (um de 8 anos e o de 12 anos, que estava com ela no momento do acidente).
Amigos a descrevem como uma jovem tranquila, trabalhadora e dedicada à família. “Ela sempre foi uma menina direita, de família, muito tranquila. Tratava todo mundo bem, era muito querida”, lembrou Thiago. A morte precoce gerou forte comoção entre moradores de Paudalho. “Foi um choque muito grande. Todo mundo está revoltado e muito triste”, afirmou.