31 de julho de 2025
guerra no oriente médio

Estreito de Ormuz volta a ser paralisado após ataques a navios-tanque; Guarda Revolucionária do Irã ameaça bloquear canal

O governo da Índia afirmou que duas embarcações com bandeira indiana estiveram envolvidas nos incidentes no estreito e convocou o embaixador iraniano

Por Redação
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O governo da Índia afirmou que duas embarcações com bandeira indiana estiveram envolvidas nos incidentes no estreito e convocou o embaixador iraniano - Foto: Reprodução/Getty Images

O tráfego no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, voltou a ficar paralisado neste sábado (18) após duas embarcações serem atacadas na região. De acordo com dados da plataforma Marine Traffic, a maioria dos navios que transitavam pela área se deslocou para o interior do Golfo Pérsico ou para locais relativamente seguros em direção ao Golfo de Omã.

Segundo a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido, lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque que passava pelo canal. Uma segunda embarcação teria sido atingida por um "projétil desconhecido". As informações ainda são preliminares e não há confirmação oficial sobre vítimas ou a extensão dos danos.

O governo da Índia afirmou que duas embarcações com bandeira indiana estiveram envolvidas nos incidentes no estreito e convocou o embaixador iraniano para tratar do assunto. Nova Délhi não detalhou se houve feridos entre a tripulação dos navios.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), força militar de elite do Irã, declarou que bloqueará o estreito e emitiu um alerta direto: "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e qualquer embarcação infratora será alvejada". A declaração elevou o tom das tensões na região, que já vinha sendo monitorada de perto por potências ocidentais e países do Golfo.

Enquanto isso, segundo um negociador iraniano, os Estados Unidos e o Irã estão "longe de um acordo final" sobre as questões que envolvem o conflito no Oriente Médio e a segurança na navegação. O cenário de paralisação no estreito reacende alertas globais sobre possíveis impactos no preço do petróleo e na segurança energética mundial.