31 de julho de 2025
em são paulo

Policial de SP envolvida na morte de mulher após discussão por retrovisor de viatura receberá aumento salarial; entenda o caso

A agente está afastada de suas funções desde 4 de abril, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo

Por Redação
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A agente está afastada de suas funções desde 4 de abril, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo - Foto: Reprodução

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, envolvida na ocorrência que causou a morte de Thawanna Salmázio, em São Paulo, receberá um aumento de R$ 480 no salário bruto. A agente está afastada de suas funções desde 4 de abril, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

O reajuste salarial decorre da sanção da Lei nº 18.442, assinada pelo governador Tarcísio de Freitas em 2 de abril, que extinguiu a divisão entre soldados de 1ª e 2ª classe na Polícia Militar paulista, unificando a graduação sob a denominação "soldado PM". Antes da nova legislação, ao deixar a condição de aluno-soldado, o militar era classificado como soldado de 2ª classe. Com a mudança, a passagem é direta para soldado PM. Assim, Yasmin deixou o cargo de "soldado de 2ª classe" para se tornar simplesmente "soldado". A nova regra entrou em vigor na data da sanção da lei, 2 de abril, um dia antes da ocorrência que vitimou Thawanna.

A SSP-SP esclareceu que Yasmin não foi promovida. O ajuste salarial de R$ 480, segundo a pasta, refere-se à equiparação automática da remuneração garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª classe, e a agente afastada se enquadra nesse caso.

Yasmin é alvo de um Inquérito Policial Militar (IPM) pela morte de Thawanna. Também está em andamento um inquérito policial no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar as circunstâncias da ocorrência.

A abordagem que terminou na morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, ocorreu na madrugada da sexta-feira (3), na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo. A mulher foi atingida por um tiro no peito por uma policial após uma discussão. Thawanna chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento. De acordo com relatos, a discussão entre o casal e os policiais teria começado depois que o retrovisor da viatura atingiu Luciano Santos, marido da vítima. Em depoimento, a policial declarou que foi confrontada por Thawanna e que a mulher invadiu seu espaço pessoal, desferindo tapas. A PM ainda argumentou ter tentado afastar a mulher com empurrões e chutes, mas que a vítima continuou avançando, o que teria tornado necessário o disparo. Essa versão é negada por Luciano.