População do Brasil cresce menos e envelhece, aponta Pnad 2025
Pesquisa do IBGE mostra aumento de idosos e de pessoas que moram sozinhas; brancos são 42,6% da população, menor percentual da série
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A população brasileira está envelhecendo e cresce em ritmo cada vez menor. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, o país tinha 212,7 milhões de residentes, um aumento de apenas 0,39% em relação a 2024 – taxa que tem ficado abaixo de 0,60% desde 2021.
A distribuição etária mudou significativamente desde 2012: a proporção de pessoas com menos de 40 anos caiu 6,1%, enquanto cresceu a participação das faixas de 40 a 49 anos (de 13% para 15%), de 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e de 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%). A pirâmide etária se estreitou na base e se alargou no topo.
As diferenças regionais permanecem: Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de jovens (22,6% e 19,1% de crianças até 13 anos, respectivamente), enquanto Sudeste e Sul têm maior presença de idosos (ambos com 18,1% da população com 60 anos ou mais).
Raça e domicílios
Pela primeira vez, a população que se declara branca caiu para 42,6% (eram 46,4% em 2012). A população preta subiu de 7,4% para 10,4%. O percentual de pessoas que vivem sozinhas também cresceu: 19,7% dos domicílios são unipessoais (eram 12,2% em 2012). Entre os homens que moram sozinhos, 56,6% têm entre 30 e 59 anos; entre as mulheres, 56,5% têm 60 anos ou mais.
A proporção de imóveis alugados subiu para 23,8% (alta de 5,4 pontos desde 2016), enquanto os domicílios próprios quitados caíram para 60,2% (queda de 6,6 pontos). Os apartamentos ganharam espaço: representam 17,1% das moradias.
Infraestrutura
O acesso à água por rede geral chegou a 86,1% dos domicílios, mas ainda é muito desigual: 93,1% nas áreas urbanas e apenas 31,7% nas rurais. No Norte, apenas 60,9% têm rede geral, e 22,8% dependem de poços profundos.
No saneamento, 71,4% dos domicílios têm rede geral ou fossa ligada à rede, mas no Norte o índice cai para 30,6%. A coleta de lixo atinge 86,9% do país – Norte e Nordeste têm os menores percentuais (ambos 79,3%) e as maiores taxas de lixo queimado (14,5% e 13%).
O acesso à energia elétrica é quase universal nas áreas urbanas (99,5%), mas ainda falta para 15,1% dos domicílios rurais do Norte. A posse de bens duráveis aumentou: 98,4% dos domicílios têm geladeira (98,1% em 2016) e 72,1% têm máquina de lavar (63% em 2016). Carros estão presentes em 49,1% das residências e motocicletas, em 26,2%.