31 de julho de 2025
polícia

Operação prende foragidos por roubo de cargas escondidos na Região dos Lagos

Dupla integra quadrilha interestadual e um dos capturados é apontado como líder do grupo

Por Redação
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Segundo a Polícia Civil, Kelvin foi condenado a nove anos de prisão, enquanto Marcelo recebeu pena de oito anos de reclusão. - Foto: Divulgação

Policiais civis prenderam, nesta sexta-feira (17), dois homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo de cargas em rodovias. Eles estavam escondidos em Araruama, na Região dos Lagos, e eram considerados foragidos da Justiça do Espírito Santo.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Torniquete, que combate crimes relacionados a cargas e veículos. Os presos foram identificados como Kelvin Briere Lyra e Marcelo Gomes, sendo um deles apontado como líder do grupo criminoso.

A captura foi realizada por agentes da 18ª DP (Praça da Bandeira), com apoio da 40ª DP (Honório Gurgel) e do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA), após trabalho de inteligência e troca de informações entre as polícias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

De acordo com as investigações, a organização criminosa atuava principalmente no Espírito Santo, sobretudo na BR-101, na região de Viana. O grupo abordava motoristas durante a madrugada, utilizando violência, restringindo a liberdade das vítimas e roubando caminhões com diferentes tipos de carga, especialmente alimentos.

Os mandados de prisão são decorrentes de condenação por um crime ocorrido em maio de 2017, quando os suspeitos interceptaram um caminhão e roubaram uma carga de carnes e outros produtos na BR-262, nas proximidades do bairro Bom Pastor, no Espírito Santo.

Segundo a Polícia Civil, Kelvin foi condenado a nove anos de prisão, enquanto Marcelo recebeu pena de oito anos de reclusão. Há ainda indícios de participação da dupla em outros crimes semelhantes.

Desde o início da operação, em setembro de 2024, mais de 900 pessoas já foram presas. As ações também resultaram na recuperação de cargas e veículos avaliados em mais de R$ 52 milhões. As investigações continuam, com pedidos de bloqueio de bens que já somam mais de R$ 70 milhões.