Ex-BBB repercute prisão de fundador da Choquei: "Queria me ver morta"
Ex-BBB e jogadora de vôlei, Key Alves afirmou ter sofrido com mentiras publicadas pela página em 2023; Alex Galette também relatou tentativa de parceria recusada
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A prisão de Raphael Sousa Oliveira, fundador da página Choquei, movimentou as redes sociais e provocou reações públicas de influenciadores e ex-participantes de reality shows que afirmam terem sido vítimas do conteúdo produzido pelo perfil. Entre os nomes que se manifestaram, a jogadora de vôlei e ex-BBB Key Alves, de 26 anos, usou a plataforma X, antigo Twitter, para desabafar sobre os episódios de 2023.
"O tanto que ele me fez mal, inventou mentiras e fofocas maldosas da minha vida só Deus sabe o tanto que eu fui forte", escreveu a atleta, que ainda declarou ter enfrentado os ataques em silêncio, sugerindo que a prisão atual seria uma consequência direta das ações passadas do empresário.
A manifestação de Key Alves foi acompanhada por outras vozes igualmente críticas à atuação da página. O influenciador e ex-participante de "A Fazenda", Alex Galette, também relatou sua experiência com a Choquei. Segundo ele, a página tentou fechar uma parceria comercial durante sua participação no reality rural, mas ele recusou a oferta. "Falei não. E o resto vocês já imaginam: ataques, mentiras, e forçando sempre um cancelamento. No fim, tá aí: quem se vende sempre paga e sem desconto", publicou Galette, associando diretamente a conduta da página às investigações que culminaram na prisão de Raphael Sousa.
A detenção do fundador da Choquei ocorreu na última quarta-feira (15), em Goiânia, no âmbito da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal. Raphael é investigado por supostamente atuar como operador de mídia de uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e transações ilegais que podem ultrapassar a marca de R$ 1,6 bilhão. De acordo com as apurações, o empresário teria utilizado o enorme alcance da página — que soma mais de 27 milhões de seguidores apenas no perfil principal do Instagram — para promover atividades ilícitas, como apostas irregulares e rifas digitais, além de divulgar conteúdos favoráveis a integrantes do grupo investigado, entre eles os MCs MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
Em nota oficial, a defesa de Raphael Sousa contestou as acusações e afirmou que a atuação do influenciador se limita à prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa. Os advogados sustentam que os valores recebidos são decorrentes de contratos legais de publicidade e marketing digital, e informaram que já estão adotando as medidas judiciais cabíveis para comprovar a legalidade de todas as atividades exercidas por ele. Durante depoimento à Polícia Federal, Raphael declarou faturar cerca de R$ 400 mil por mês com a página.