Cadastro Único completa 25 anos como referência internacional em políticas sociais
Ferramenta brasileira inspirou o termo “single registry” usado no mundo; dados de 96 milhões de pessoas alimentam 46 programas federais, incluindo Bolsa Família e BPC
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O Cadastro Único (CadÚnico), principal instrumento do Estado brasileiro para identificar e incluir famílias de baixa renda em programas sociais, completa 25 anos consolidado como referência internacional. A data foi celebrada em evento no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, nesta quarta-feira (15), promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
“No mundo, os cadastros únicos são conhecidos como ‘single registry’ por causa do cadastro do Brasil”, destacou o secretário de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do MDS, Rafael Osório. A ferramenta integra a Cesta de Políticas apoiada pela Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa do governo brasileiro durante a presidência do G20 em 2024. Mais de 110 países já buscaram o Brasil como referência em políticas sociais, segundo o ministro Wellington Dias.
Até março de 2026, o CadÚnico reunia informações de cerca de 96 milhões de pessoas e 42,2 milhões de famílias. Desse total, 27,8 milhões de famílias estão em situação de pobreza ou baixa renda – sendo 5,9 milhões de famílias rurais. Também estão cadastradas 5,6 milhões de famílias de Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE) , como quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e pessoas em situação de rua.
O CadÚnico é a porta de entrada para 46 programas sociais do governo federal. O Bolsa Família, principal programa de transferência de renda, beneficiava 18,7 milhões de famílias (48,9 milhões de pessoas) em março de 2026. Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – que garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda – atendia 6,4 milhões de pessoas (3,7 milhões com deficiência e 3,7 milhões de idosos).
O presidente da Dataprev, Rodrigo d’Ávila, classificou o Cadastro Único como “um tesouro nacional e internacional”. A ferramenta processa dados de diferentes bases governamentais (como CPF, CNIS, Receita Federal e Previdência Social) e gera informações municipalizadas mensalmente, auxiliando gestores e pesquisadores na formulação de políticas públicas.