Retrossexual: Entenda o termo usado por Diogo Venturieri, ex-ator de Malhação
Influenciador propõe conceito como contraponto à estética “metrossexual” e reacende debate sobre masculinidades
O influenciador e ex-ator de Malhação, Diogo Venturieri, chamou atenção nas redes sociais ao se definir como “retrossexual”. A expressão, ainda pouco difundida, foi apresentada por ele como uma forma de ampliar o debate sobre diferentes formas de viver a masculinidade.
Segundo Venturieri, a ideia surge como uma reação ao padrão estético que ganhou força nas últimas décadas, marcado por maior investimento masculino em aparência, estilo e cuidados pessoais. Para ele, esse modelo não contempla todas as formas de identidade masculina.
“Eu comecei a ver muita gente seguindo um estilo muito voltado à estética, com roupas, acessórios e até peças que antes eram mais associadas ao universo feminino. E, de repente, isso virou o normal. Pra mim, não faz sentido”, afirmou.
O que significa “retrossexual”?
O termo aparece como contraponto ao conceito de “metrossexual”, popularizado para descrever homens urbanos que dedicam atenção significativa à aparência e ao estilo de vida. Esse perfil ajudou a romper antigos estigmas ligados à vaidade masculina, mas também passou a ser associado a padrões de consumo e mercado.
Já o chamado “retrossexual” propõe um caminho diferente: valoriza referências de décadas passadas, priorizando sobriedade, funcionalidade e menor foco em tendências. A ideia envolve uma estética mais simples e um estilo de vida que resgata hábitos considerados tradicionais.
Entre as características apontadas estão o interesse por atividades manuais, o uso de itens clássicos — como o barbear com navalha — e a preferência por objetos duráveis, em vez de produtos voltados à estética contemporânea.
Debate sobre masculinidades
A proposta apresentada por Venturieri se insere em um debate mais amplo sobre masculinidades e suas transformações ao longo do tempo. Ao questionar padrões dominantes, o influenciador afirma que busca reforçar a coexistência de diferentes formas de expressão masculina, sem que uma anule a outra.
O termo, no entanto, ainda não possui reconhecimento acadêmico consolidado e deve ser entendido mais como uma construção cultural e individual do que como uma categoria formal.