31 de julho de 2025
saúde

Casos de dengue caem 75% no Brasil em 2026, aponta Ministério da Saúde

País registra 227,5 mil notificações até abril e amplia estratégias de combate ao mosquito

Por Redação
Publicado em
A campanha de vacinação também avançou. Desde 2024, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos passaram a receber o imunizante, somando 1,4 milhão de doses aplicadas. - Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde informou que os casos de dengue no Brasil caíram 75% nos primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e 11 de abril, foram registrados 227,5 mil casos prováveis da doença, frente a 916,4 mil no mesmo intervalo de 2025. Segundo a pasta, a redução segue uma tendência de queda iniciada após o pico histórico de 6,6 milhões de casos em 2024.

O ministério atribui o resultado ao reforço de ações coordenadas com estados e municípios, incluindo a ampliação do uso de ovitrampas — armadilhas para monitoramento do mosquito Aedes aegypti já presentes em cerca de 1,6 mil cidades, com previsão de expansão.

Outras estratégias incluem o uso de insetos estéreis e a ampliação do método Wolbachia, que deve alcançar 72 municípios prioritários.

Vacinação

A campanha de vacinação também avançou. Desde 2024, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos passaram a receber o imunizante, somando 1,4 milhão de doses aplicadas.

Em 2026, o país iniciou a oferta de uma vacina nacional de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em três municípios-piloto, voltada para pessoas de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também estão entre os públicos atendidos, com mais de 300 mil doses aplicadas.

Outras doenças

O ministério também destacou avanços no combate a outras doenças infecciosas. Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior.

Os dados indicam queda de 30% nos casos e de 28% nas mortes, com destaque para a Terra Indígena Yanomami, onde os óbitos caíram 80%.

Segundo a pasta, os resultados estão ligados à ampliação do diagnóstico e do tratamento, incluindo o uso de medicamentos como a tafenoquina, além da intensificação da busca ativa e da oferta de testes rápidos.