Genial/Quaest: 52% desaprovam governo Lula e 43% aprovam, aponta pesquisa
Levantamento mostra estabilidade na avaliação negativa do governo petista; senador do PL tem 42% contra 40% do presidente em cenário de segundo turno
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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) revela que 52% dos brasileiros desaprovam a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% aprovam. Os números indicam praticamente o mesmo cenário do levantamento anterior, de março, quando o petista registrou 51% de desaprovação e 44% de aprovação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que confirma a estabilidade do índice de rejeição ao governo na virada para o período eleitoral. Outros 5% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam.
A avaliação geral do governo também se manteve estável: 42% consideram a gestão negativa, 31% positiva e 26% regular. Em março, os números eram, respectivamente, 43%, 31% e 25%. Ou seja, a percepção negativa continua predominante, com ligeira oscilação dentro da margem de erro. Os dados foram coletados entre os dias 9 e 13 de abril de 2026, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o território nacional. O intervalo de confiança é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o BR-09285/2026.
Pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL) supera numericamente Lula em um cenário de segundo turno. Segundo a Quaest, Flávio tem 42% das intenções de voto contra 40% do atual presidente — empate técnico, dado que a margem de erro é de dois pontos. Em março, os dois apareciam empatados numericamente com 41% cada. O levantamento aponta ainda que 16% dos eleitores votariam em branco ou nulo, e 2% estão indecisos.
No cenário mais provável para o primeiro turno, Lula lidera com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro com 32%. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 6%, e Romeu Zema (Novo) com 3%. Indecisos somam 5%, enquanto 11% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão votar. Quando questionados sobre a firmeza da escolha, 57% dos entrevistados disseram que o voto é definitivo, e 43% admitiram a possibilidade de mudar até a eleição. Os números acendem o sinal de alerta no campo governista e animam a oposição, que vê pela primeira vez um nome do clã Bolsonaro numericamente à frente do petista em pesquisa nacional.