31 de julho de 2025
REVIRAVOLTA

Polícia descarta estupro coletivo e indicia jovem por falsa denúncia em Rio Largo

Investigação aponta que denúncia foi inventada; envolvidos presos não foram indiciados e devem ser liberados

Por Redação
Publicado em
Polícia descarta estupro coletivo e indicia jovem por falsa denúncia em Rio Largo - Foto: Reprodução/TV Pajuçara

A Polícia Civil de Alagoas concluiu que não houve estupro coletivo no caso que gerou repercussão em março deste ano, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. A jovem de 18 anos, que havia denunciado o crime, foi indiciada por denunciação caluniosa após admitir que inventou a história.

Em entrevista à TV Pajuçara, a delegada Zenilde Pinheiro explicou que as provas reunidas ao longo da investigação desmontaram a versão inicial apresentada.

“Durante a apuração, percebemos que não se tratava do crime denunciado. Tivemos acesso a conteúdos de celulares, ouvimos testemunhas e analisamos imagens que contrariavam o relato”, afirmou.

Segundo a delegada, a jovem acabou admitindo a mentira após ser confrontada com os elementos do inquérito. “Quando colocamos os fatos diante dela, houve a confissão de que a história não era verdadeira”, disse.

Ainda de acordo com Zenilde Pinheiro, as pessoas que chegaram a ser presas no início do caso não foram responsabilizadas. “A investigação foi concluída sem indiciamento desses envolvidos, e a tendência é que a Justiça determine a soltura”, pontuou.

A jovem responderá por denunciação caluniosa, crime que consiste em acusar falsamente alguém e provocar a abertura de investigação. A pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa.

Relembre o caso

O caso veio à tona após a jovem afirmar que teria sido sequestrada ao sair da escola, no dia 10 de março, e mantida em cárcere privado por cerca de 18 dias. Ela também relatou ter sido vítima de violência sexual por vários homens e obrigada a consumir drogas.

A denúncia causou grande repercussão e mobilizou forças de segurança. Com o avanço das investigações, porém, a Polícia Civil concluiu que os fatos não ocorreram como narrado inicialmente.

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