31 de julho de 2025
Polícia

Vítima de estupro coletivo relata momentos de terror após 18 dias de cárcere em Rio Largo

Relato divulgado nesta quarta revela novos detalhes do crime, enquanto polícia mantém investigação em sigilo para identificar todos os envolvidos

Por Redação
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Uma jovem de 18 anos denunciou ter sido mantida em cárcere privado e vítima de estupro coletivo por pelo menos oito homens, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. O caso, considerado grave e de grande repercussão no estado, segue sob investigação da Polícia Civil de Alagoas.

O depoimento da vítima, divulgado nesta quarta-feira (1º), trouxe novos detalhes sobre os dias em que ela afirma ter sido mantida sob domínio dos suspeitos. Segundo o relato, a jovem foi levada até a residência da ex-cunhada após sair da escola, no dia 10 de março, sem saber do que se tratava.

Ao chegar ao local, ela disse que foi surpreendida e passou a sofrer abusos. A vítima relatou que permaneceu por 18 dias no imóvel, período em que teria sido violentada repetidamente e obrigada a consumir drogas.

De acordo com a jovem, os abusos ocorreram de forma contínua e com participação de vários homens. Ela também afirmou que um adolescente de 15 anos, filho da mulher investigada, presenciava os crimes e, segundo seu relato, também teria participação.

As investigações apontam ainda que a vítima manteve um relacionamento anterior com um dos suspeitos, iniciado quando ela ainda era adolescente. Após se afastar da família, passou a viver com o homem em um contexto descrito como abusivo.

O resgate aconteceu após a irmã da jovem desconfiar do desaparecimento e acionar as autoridades. A partir das informações repassadas, equipes policiais localizaram o imóvel onde os crimes teriam ocorrido.

Um homem e uma mulher foram presos em flagrante. Entre os investigados está o ex-companheiro da vítima, que, segundo a denúncia, também teria participado dos abusos e registrado imagens das agressões.

O caso já havia sido divulgado por veículos de comunicação de Alagoas, mas ganhou novos desdobramentos com a divulgação do depoimento da vítima, que reforça a gravidade das denúncias e pode contribuir para o avanço das investigações.

Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito segue em sigilo, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica dos crimes. As autoridades também destacaram que a vítima está recebendo acompanhamento e proteção.

O caso segue sendo tratado com prioridade pelas forças de segurança pública, diante da gravidade das denúncias e da