31 de julho de 2025
meio ambiente

Reintrodução do mutum-de-Alagoas avança com chegada de novas aves ao estado

Seis exemplares passam por aclimatação antes da soltura; ação reúne MPAL e parceiros para recuperar espécie ameaçada

Por Redação / Asssessoria
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Especialistas destacam que a reintrodução representa um marco não apenas para a espécie, mas para a biodiversidade da Mata Atlântica. - Foto: MP/AL

O Mutum-de-Alagoas deu mais um passo rumo à reintrodução na natureza com a chegada de seis exemplares ao estado. A iniciativa é acompanhada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas e integra um programa voltado à preservação de espécies ameaçadas.

As aves três casais vindos de Minas Gerais foram encaminhadas à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da Usina Coruripe, onde permanecem em viveiros de aclimatação. O período de adaptação deve durar cerca de 15 dias, com soltura definitiva prevista para maio.

A ação faz parte do Programa de Ação Ministerial para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, que reúne instituições públicas, academia e iniciativa privada. Entre os parceiros estão o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, o Batalhão de Polícia Ambiental, o Instituto para a Preservação da Mata Atlântica (IPMA) e a Universidade de São Paulo.

O objetivo é promover o repovoamento da espécie nas matas do sul de Alagoas, após décadas de desaparecimento no habitat natural. Considerado extinto na natureza por cerca de 40 anos, o mutum-de-Alagoas sobreviveu graças a programas de conservação em cativeiro.

Segundo o MPAL, o projeto resulta de um esforço de longo prazo que envolveu criação de áreas protegidas, fortalecimento da fiscalização ambiental e estratégias de educação ambiental.

Especialistas destacam que a reintrodução representa um marco não apenas para a espécie, mas para a biodiversidade da Mata Atlântica. O trabalho incluiu manejo genético rigoroso, já que a população original em cativeiro chegou a ser reduzida a apenas cinco indivíduos.

A expectativa é que, após a adaptação, os animais possam ser reinseridos de forma segura no ambiente natural, contribuindo para o equilíbrio ecológico e a recuperação de uma das espécies mais emblemáticas do estado.