Operação “Cartão Fantasma” prende seis por fraudes bancárias de mais de R$ 200 mil em Araruama
Esquema usava cartões virtuais e maquininhas para simular compras e lavar dinheiro, aponta investigação
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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação “Cartão Fantasma”, que resultou na prisão de seis pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas no município de Araruama.
A ação foi conduzida por equipes da 118ª DP (Araruama) e da 125ª DP de São Pedro da Aldeia, sob coordenação dos delegados Evaristo Pontes Magalhães e Milton Siqueira Junior. Ao todo, foram cumpridos 22 mandados judiciais, sendo sete de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções, utilizando acesso indevido a contas bancárias de terceiros para emitir cartões virtuais fraudulentos. Esses cartões eram usados em maquininhas de pagamento — muitas vezes ligadas aos próprios suspeitos — para simular compras e dar aparência de legalidade às transações.
O esquema criminoso ocorreu entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 e causou um prejuízo superior a R$ 200 mil ao Banco BMG.
Como funcionava o golpe
De acordo com a Polícia Civil, os investigados criavam uma espécie de “ciclo fechado” de fraude:
- Acessavam contas bancárias de vítimas
- Geravam cartões virtuais fraudulentos
- Realizavam “compras” fictícias em maquininhas
- Recebiam os valores como se fossem vendas legítimas
A prática permitia ocultar a origem ilícita do dinheiro, caracterizando também indícios de lavagem de recursos.
Prisões e apreensões
Seis suspeitos foram presos durante a operação:
- Camilo de Souza Siqueira (38)
- Fábio Franca Arruda (52)
- Thaís Oliveira de Azevedo (26)
- Ana Gabriela de Moura Alexandre (28)
- Deborah Cardoso Borzino Brito (26)
- Aparecida Pereira de Morais (56)
Além das prisões, os agentes apreenderam celulares, máquinas de cartão e outros equipamentos que serão analisados.
As investigações também apontaram que integrantes do grupo ostentavam nas redes sociais um padrão de vida incompatível com a renda declarada, com registros de viagens e eventos, o que reforçou as suspeitas.
Crimes investigados
Os envolvidos podem responder por:
- Estelionato qualificado por fraude eletrônica
- Associação criminosa
- Outros crimes que podem surgir no decorrer das investigações
A Polícia Civil informou que o trabalho continua para identificar todos os participantes do esquema e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização.