31 de julho de 2025
14 de abril

Dia Mundial do Café: descubra curiosidades sobre a bebida que é paixão nacional

Especialista explica diferenças entre arábica e conilon, desvenda mitos e mostra como notas cítricas e achocolatadas surgem sem conservantes

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Freepik

Celebrado em 14 de abril, o Dia Mundial do Café reforça o protagonismo de uma das bebidas mais queridas pelos brasileiros — uma verdadeira paixão nacional que vai muito além do tradicional espresso. A data chega acompanhada de números expressivos: pesquisa da Mindminers, empresa de tecnologia especializada em inteligência de dados, revelou que, ainda em 2024, o consumo de grãos premium no país havia crescido 30% em relação aos dois anos anteriores. O dado evidencia não apenas a relevância do produto na cultura brasileira, mas também uma mudança no paladar do consumidor, cada vez mais atento à qualidade e à origem do que consome.

Mas o que torna um café verdadeiramente especial? Segundo especialistas, a resposta está na combinação entre genética da planta, condições de cultivo (clima, solo e altitude) e o cuidado no processo de torrefação. Esses fatores dão origem a perfis sensoriais complexos, com notas cítricas, frutadas e até achocolatadas. "A origem da planta e o cuidado na torrefação são importantes para o desenvolvimento dessas características naturais", explica Vanessa Vilela, farmacêutica, bioquímica e CEO da Kapeh Cosméticos e Cafés Especiais.

Ela também destaca as diferenças entre as duas principais variedades cultivadas: "O arábica é um grão mais fino, que fornece cafés especiais em termos de pontuação. Já o conilon é mais consistente e fundamental para dar corpo à bebida".

Em meio ao crescimento do consumo de cafés diferenciados, muitas dúvidas ainda cercam os consumidores. Vanessa esclarece os principais mitos e verdades sobre o tema. Ao contrário do que muitos imaginam, grãos com avaliação de 70 pontos não são considerados especiais — essa classificação começa a partir de 80 pontos. Entre 75 e 80 pontos, o café é chamado de gourmet; de 70 a 75, premium; e de 65 a 70, tradicional, o mais comum nos supermercados.

Sobre a reputação internacional do país, é verdade: o Brasil é referência mundial em cafés diferenciados, especialmente os cultivados no Cerrado Mineiro. O método de preparo também influencia a experiência sensorial — prensa francesa, coado, espresso, Hario V60 e Aeropress oferecem sensações distintas, embora não alterem as notas aromáticas originais do grão. Por fim, a especialista derruba mais um mito: cafés com sabores marcantes não levam conservantes.

"Esses sabores são resultados de processos naturais, originados nas características do grão, dependendo de como ele é cultivado e processado. Não há necessidade de aditivos químicos para obter essas notas distintas", finaliza.