“Ninguém pode fugir da Justiça”, diz Lindbergh Farias
Deputado afirma que detenção é resultado de ação jurídica firme e critica tentativa de fuga internacional
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O deputado federal Lindbergh Farias (PR-RJ) se manifestou nesta segunda-feira (13), após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, a detenção é resultado de uma “atuação jurídica firme” e reforça que “ninguém pode transformar a fuga internacional em mecanismo de evasão da Justiça brasileira”.
A declaração foi publicada na rede social X (antigo Twitter), onde Lindbergh relembrou que, em novembro de 2025, solicitou a prisão preventiva de Ramagem, além da inclusão do nome do ex-deputado na lista de alerta vermelho da Interpol e o pedido de extradição.
“O que se vê agora é o resultado concreto de uma atuação jurídica e firme, tomada no momento certo e com fundamento na defesa da ordem democrática”, afirmou o deputado. Ele acrescentou que todos que atentarem contra a democracia devem responder por seus atos “com o devido processo legal e com a aplicação rigorosa da lei”.
Na mesma publicação, Lindbergh destacou o que classificou como “ironia” no caso: a prisão de Ramagem ter sido realizada por agentes do governo de Donald Trump, figura frequentemente defendida por aliados do ex-deputado brasileiro.
“Olha a ironia: eles que defendem tanto o Trump foram presos pelo ICE, que é a polícia que cuida da imigração e da alfândega”, disse.
Prisão nos Estados Unidos
Alexandre Ramagem foi detido também nesta segunda-feira (13/4) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), na cidade de Orlando, no estado da Flórida. Ele foi encaminhado a um centro de detenção por questões migratórias.
O ex-deputado havia perdido o passaporte diplomático após ter o mandato cassado pelo Congresso Nacional do Brasil em dezembro de 2025. Ramagem deixou o Brasil em setembro de 2025 e passou a ser considerado foragido três meses depois.
A viagem aos Estados Unidos ocorreu enquanto ele ainda respondia a julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do chamado núcleo 1 da trama golpista. O tribunal o condenou a 16 anos de prisão.
A prisão reacende o debate sobre cooperação internacional e cumprimento de decisões judiciais brasileiras no exterior, especialmente em casos envolvendo autoridades e acusações relacionadas à democracia.