31 de julho de 2025
MUNDO

Papa Leão XIV rebate críticas de Trump e diz que não teme o governo americano

Pontífice americano afirmou que seus apelos pela paz têm raízes no Evangelho e que não hesitará em anunciar a mensagem da Igreja

Por Redação
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O Papa Leão XIV - Foto: Vatican News

O papa Leão XIV rebateu nesta segunda-feira (13) as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre suas declarações a respeito da guerra no Irã. Em conversa com jornalistas a bordo do avião papal a caminho da Argélia, o pontífice – que é cidadão americano – afirmou que os apelos do Vaticano pela paz e reconciliação têm raízes no Evangelho e que não teme o governo Trump. "Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho", disse Leão à agência AP. "Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação", completou. Mais tarde, ao desembarcar na Argélia, criticou "as contínuas violações ao direito internacional".

As críticas de Trump foram publicadas no domingo (12) em sua rede social, Truth Social. O presidente americano chamou o papa de "FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa" e disse que não quer "um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear". Trump também afirmou que Leão XIV só ocupa o cargo porque é americano e que a Igreja o teria escolhido para "lidar com o presidente Donald J. Trump". "Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", escreveu. Em seguida, publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece vestido com uma túnica branca, abençoando um homem doente, ao lado de símbolos dos EUA.

Apesar das declarações de Trump, não há registros de que o papa tenha consentido que o Irã possua armas nucleares. O pontífice já havia pedido, no domingo, um cessar-fogo no Líbano e lembrado os conflitos na Ucrânia e no Sudão. Leão XIV iniciou nesta segunda uma viagem de 10 dias por quatro países africanos, a primeira grande viagem internacional de 2026, com o objetivo de chamar a atenção para as necessidades do continente, onde vive mais de um quinto dos católicos do mundo. O papa reafirmou que continuará com sua missão: "Não tenho medo do governo Trump".