31 de julho de 2025
AÇÃO DO GAECO

Operação contra policiais de Alagoas suspeitos de desvio de conduta é deflagrada; PM é preso com drogas e R$ 7,7 mil

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Maceió; investigações apontam possíveis crimes de abuso de autoridade, corrupção e tráfico de drogas

Por Redação
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Material apreendido com policial militar de Alagoas. - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) , deflagrou na manhã desta quinta-feira (9) uma operação de busca e apreensão para aprofundar investigações sobre possíveis desvios de conduta funcional e crimes cometidos por agentes de segurança pública em ocorrências recentes registradas em Maceió. Durante as diligências, um policial militar foi preso em flagrante com maconha, pinos de crack, cocaína em pó, balança de precisão e aproximadamente R$ 7,7 mil em espécie.

A operação foi autorizada pela 17ª Vara Criminal da Capital, especializada em enfrentamento a organizações criminosas. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e funcionais de agentes públicos e particulares. O objetivo é coletar provas para reconstituir os fatos, identificar responsabilidades e verificar eventual desvirtuamento da função pública.

Segundo as investigações, há suspeitas de excessos e irregularidades em intervenções policiais realizadas em estabelecimentos comerciais e residências, incluindo manipulação de ocorrências e imposição de exigências indevidas no exercício das funções. O PM preso em flagrante foi autuado por suspeita de tráfico de drogas. Todo o material apreendido passará por análise técnica do MPAL, que adotará as medidas cabíveis nas esferas penal e administrativa.

O GAECO é o núcleo especializado do Ministério Público voltado ao enfrentamento de organizações criminosas, atuando com técnicas investigativas avançadas. Em Alagoas, o grupo é composto pelos promotores Napoleão Amaral (coordenador), Hamílton Carneiro, Jorge Bezerra, Elísio Maia, Ilda Regina e Martha Bueno – todos participaram da operação.

O promotor Napoleão Amaral declarou: “Este trabalho visa garantir a legalidade da atividade policial, coibir desvios de poder e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições, que devem estar estritamente vinculadas aos princípios da legalidade, moralidade e interesse coletivo”.