Confiança dos empresários do comércio de Maceió cresce pelo segundo mês seguido, aponta pesquisa
Índice Icec subiu 0,3% em março, chegando a 108 pontos. Expectativas para os negócios e intenção de contratar funcionários são os destaques positivos, apesar de condições atuais ainda desafiadoras
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A confiança dos empresários do comércio de Maceió voltou a crescer. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) , medido pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a CNC, registrou 108 pontos em março – uma alta de 0,3% em relação a fevereiro. É o segundo mês consecutivo de melhora, após a queda observada em janeiro (106,9 pontos).
O resultado reflete um momento de transição econômica. Segundo o assessor econômico do Instituto Fecomércio, Lucas Sorgato, março é um mês de ajuste pós-Carnaval. “O empresário reconhece um ambiente ainda desafiador no presente, mas mantém confiança na evolução dos negócios ao longo do ano. Trata-se de um cenário de estabilidade com viés cauteloso”, explica.
Empresas de grande porte mais otimistas
Quando se analisa a confiança por porte da empresa, as grandes empresas (mais de 50 funcionários) são as mais otimistas: alcançaram 116 pontos. Já as pequenas (até 50 funcionários) ficaram em 107,8 pontos, próximo da média geral. Para o economista, as empresas maiores ajustam suas expectativas com base no cenário macroeconômico, enquanto as menores respondem mais ao movimento das vendas do dia a dia.
Condições atuais ainda preocupam, mas expectativas melhoram
O Icec é composto por três subíndices: Condições Atuais, Expectativas e Investimentos.
- O Índice de Condições Atuais caiu para 82,9 pontos (–2,6% no mês), puxado pela percepção negativa sobre a economia, o setor e a própria empresa.
- Já o Índice de Expectativas subiu para 134,5 pontos, com leve avanço nas perspectivas para o setor e para a empresa.
- O Índice de Investimentos também melhorou (106,5 pontos), com destaque para o aumento de 8,0% nas intenções de contratação de funcionários.
“Esse dado é particularmente relevante, pois indica que, após o ajuste de janeiro e fevereiro, o empresário começa a retomar gradualmente decisões de expansão, ainda que de forma cautelosa”, analisa Sorgato. Por outro lado, o nível de investimento produtivo (em máquinas, equipamentos, etc.) ainda recua, mostrando que a retomada não é plena.