31 de julho de 2025
CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Trump ameaça destruir o Irã: “Uma civilização inteira morrerá esta noite”

Presidente americano deu ultimato até as 21h (horário de Brasília) para reabertura do Estreito de Ormuz. Ataques dos EUA atingiram ilha estratégica de Kharg

Por Redação
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de gabinete do governo. - Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer ameaças graves ao Irã na manhã desta terça-feira (7). Em uma publicação na rede social Truth Social, ele escreveu que “provavelmente” uma “civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”. Trump disse não querer que isso aconteça, mas que “provavelmente acontecerá”.

No entanto, o presidente americano também deixou uma brecha: “agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?”.

O ultimato de Trump expira às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira. A exigência é que o Irã reabra o Estreito de Ormuz – um corredor marítimo por onde passa cerca de 20% do petróleo do mundo, que está fechado desde o início da guerra. Caso o prazo não seja cumprido, Trump prometeu destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã em poucas horas.

O republicano afirmou que não se preocupa se os EUA forem acusados de cometer crimes de guerra ao atacar alvos civis, como usinas elétricas. Para ele, o verdadeiro crime de guerra é permitir que um país com líderes que considera “dementes” possua armas nucleares. Em entrevista coletiva, Trump disse que, se pudesse, tomaria o petróleo do Irã, mas ponderou que os cidadãos americanos querem o fim da guerra.

Ataques e bombardeios
Horas antes do fim do prazo, os EUA realizaram ataques aéreos contra a Ilha de Kharg, no Irã, um centro estratégico que responde por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do país. Segundo a imprensa americana, os alvos foram bunkers, estações de radar e depósitos de munição – o petróleo não foi atingido. Explosões também foram ouvidas na capital Teerã e na província de Alborz, onde um bombardeio matou pelo menos 18 pessoas e feriu outras 24.

Israel também participou de um ataque conjunto contra uma ponte ferroviária na cidade de Kashan, que matou duas pessoas. O governo iraniano pediu à Unesco que condene a ameaça de ataque ao sistema ferroviário do país, considerado patrimônio mundial.

Resposta do Irã
O Exército iraniano classificou as ameaças de Trump como “delirantes” e disse que elas não vão compensar a “vergonha e a humilhação” dos EUA na região. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para morrer na guerra e que ele próprio está pronto para dar a vida. O discurso é de mobilização total.

Prazo adiado quatro vezes
O ultimato de Trump já foi adiado em quatro ocasiões desde 21 de março. Nesta terça, a poucas horas do prazo, não há sinal de recuo de nenhum dos lados. O governo americano e o regime iraniano rejeitaram um plano de cessar-fogo elaborado pelo Paquistão na segunda-feira (6). O mundo acompanha com apreensão os próximos desdobramentos.