31 de julho de 2025
ECONOMIA

Mercado financeiro sobe previsão da inflação para 4,36% em 2026, mas ainda dentro do limite da meta

Projeção para o crescimento da economia ficou em 1,85%. Selic permanece em 14,75% ao ano, mas guerra no Oriente Médio pode afetar próximas decisões do Banco Central

Por Redação
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Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O mercado financeiro elevou mais uma vez a previsão para a inflação oficial do Brasil em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC), a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,31% para 4,36%. É a quarta semana seguida de alta na projeção, influenciada principalmente pelas tensões da guerra no Oriente Médio.

Apesar do aumento, a estimativa ainda está dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta central em 3% ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o limite superior é 4,5%. Portanto, os 4,36% projetados ainda são aceitáveis.

Em fevereiro, a inflação oficial do mês fechou em 0,7%, puxada por altas nos preços de transportes e educação. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA caiu para 3,81% – a primeira vez abaixo de 4% desde maio de 2024. Os números de março (já com possíveis reflexos da guerra) serão divulgados na quinta-feira (9) pelo IBGE.

Para controlar a inflação, o Banco Central usa a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março, houve uma redução de 0,25 ponto percentual – o primeiro corte após um longo período de estabilidade. Antes da escalada do conflito no Irã, muitos analistas esperavam um corte maior (0,5 ponto). Agora, o BC admite que pode rever o ciclo de baixa se as incertezas aumentarem.

O próximo encontro do Copom será nos dias 28 e 29 de abril. Para o fim de 2026, os analistas mantêm a projeção da Selic em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, as estimativas são de 10,5% e 10%, respectivamente.

A previsão para o crescimento da economia brasileira (PIB) em 2026 permaneceu em 1,85%. Para 2027, a estimativa é de 1,8%; para 2028 e 2029, os analistas esperam alta de 2% em cada ano. Em 2025, o PIB cresceu 2,3%, o quinto ano seguido de expansão.

Quanto ao câmbio, a expectativa é que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,40. No fim de 2027, a moeda norte-americana deve ficar em R$ 5,45.