31 de julho de 2025
VÍDEOS VIRALIZARAM

Alagoas volta a ser destaque nacional negativo com caso de jovem dopada e estuprada em Coité do Nóia

Caso Maria Daniela, em Coité do Nóia, ganhou repercussão nacional com reportagem de Roberto Cabrini no Domingo Espetacular. Laudo mostra uso de Diazepam, Haloperidol e outras drogas

Por Redação
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Roberto Cabrini entrevistou a vítima, Maria Daniela. - Foto: Reprodução/TV Record

O brutal caso da jovem Maria Daniela Ferreira Alves, de 20 anos, dopada, estuprada e vítima de tentativa de feminicídio em Coité do Nóia, interior de Alagoas, voltou ao centro das atenções após reportagem especial do jornalista Roberto Cabrini no programa Domingo Espetacular, da TV Record, exibida no domingo (5). O principal suspeito, Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, está foragido há mais de um ano. A comoção levou um vereador de Arapiraca a oferecer recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à sua prisão.

O crime ocorreu no início de dezembro de 2024, quando Maria Daniela participava de uma confraternização escolar. Ela foi levada a uma chácara de propriedade da família do suspeito, onde foi agredida, dopada, estuprada e sofreu asfixia. A violência foi tanta que a jovem entrou em coma por cinco dias.

Exames toxicológicos encomendados pela investigação detectaram no organismo da vítima um coquetel de cinco medicamentos de uso controlado, todos com forte efeito sedativo: Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina. A conclusão da polícia e do Ministério Público é que o crime foi premeditado: o suspeito usou as substâncias para impedir qualquer reação da vítima. A denúncia é por estupro e tentativa de feminicídio.

Maria Daniela sobreviveu, mas com sequelas neurológicas gravíssimas. O traumatismo craniano causado pela asfixia resultou na perda completa de autonomia. Hoje, ela depende de familiares para todas as atividades básicas do dia a dia – alimentar-se, locomover-se e cuidar da higiene pessoal. A família relata que a jovem, que era saudável e ativa, agora tem a vida totalmente limitada pelas lesões cerebrais.

A Polícia Civil de Alagoas e o Ministério Público Estadual investigam o caso. Em fevereiro de 2026, foi realizada uma audiência de instrução, na qual a vítima e testemunhas foram ouvidas. O processo está agora na fase final, aguardando as alegações finais da acusação e da defesa antes da sentença. A Justiça já decretou a prisão preventiva de Victor Bruno, mas ele nunca foi localizado. O caso avança mesmo com o réu foragido.

Diante da dificuldade das buscas, o vereador Alisson da Tim, de Arapiraca (AL), ofereceu R$ 100 mil de recompensa para quem fornecer informações que levem à captura de “Vitinho”. A medida tem como objetivo pressionar e mobilizar a população.

Enquanto isso, o pai do suspeito gravou um vídeo negando o crime e afirmando que o filho prestou assistência à vítima. Em contato com a reportagem de Roberto Cabrini, ele alegou que Victor Bruno não se apresentou por medo de ser morto, mas não revelou seu paradeiro. A defesa do rapaz sustenta que a relação foi consensual – versão rejeitada pelos advogados de Maria Daniela, que apontam as graves lesões, o coma e o laudo toxicológico como provas irrefutáveis da violência.

A reportagem de Roberto Cabrini

A produção especial do “Domingo Espetacular” trouxe imagens inéditas e depoimentos. A equipe de Cabrini visitou o Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, onde a vítima foi atendida, e conseguiu uma rápida conversa com o pai do suspeito. A reportagem reacendeu o debate sobre a segurança pública em Alagoas e a morosidade na captura de foragidos, gerando comoção nacional.