31 de julho de 2025
simbolismo

Sexta-Feira Santa: 8 curiosidades sobre o feriado religioso que marca a crucificação de Jesus

Data central do calendário cristão envolve jejum, abstinência de carne, procissões e silêncio; entenda por que o horário das 15h é tão simbólico

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Shutterstock

A Sexta-Feira Santa é um dos marcos centrais do calendário cristão, um dia reverenciado por sua profunda significância espiritual e simbolismo religioso. Marcada pela crucificação de Jesus Cristo, a data representa um período de contemplação, penitência e reflexão para milhões de fiéis ao redor do mundo. Além das práticas religiosas, a ocasião é permeada por uma série de tradições culturais e rituais que variam de acordo com as diferentes comunidades cristãs. Pensando nisso, reunimos oito curiosidades sobre essa data tão importante para o cristianismo.

A primeira curiosidade é que a Sexta-Feira Santa é um dos três únicos feriados móveis do Brasil, ao lado do Carnaval e de Corpus Christi. Sua data variável é definida por um sistema intricado desenvolvido para calcular a Páscoa a partir de observações celestes, permitindo que a celebração seja acomodada em diferentes calendários. Historicamente, a data também implica um dia de jejum para os cristãos. A abstinência de carne, especialmente a vermelha, e também de frango é comum em muitas tradições cristãs como forma de penitência e respeito pela morte de Jesus. Por outro lado, é comum que os católicos optem por comer peixe na Sexta-Feira Santa. Essa escolha remonta aos primeiros dias do cristianismo, quando o alimento era um símbolo secreto entre os cristãos para identificar sua fé em tempos de perseguição.

Em várias partes do mundo, especialmente em países de maioria católica, são realizadas procissões religiosas solenes que muitas vezes recriam os eventos da Paixão de Cristo, com pessoas desempenhando papéis de Jesus, seus discípulos, soldados romanos e outros personagens bíblicos. Já os ovos de Páscoa, tradicionalmente consumidos no domingo, simbolizam a ressurreição de Jesus Cristo: a casca representa o túmulo vazio, enquanto o ovo em si representa a vida que renasce. Esses símbolos lembram a vitória de Cristo sobre a morte e a promessa de vida eterna para os fiéis. Em algumas tradições cristãs, a Sexta-Feira Santa é ainda um dia de silêncio e reflexão profunda, durante o qual os fiéis são encorajados a se recolherem e meditarem sobre o significado da morte de Jesus e seu sacrifício redentor. Trata-se de um momento para contemplar a mensagem de amor e perdão, central para a fé cristã.

Ao contrário de outros dias sagrados, como o domingo de Páscoa, a Sexta-Feira Santa é frequentemente um dia sem celebrações eucarísticas. Em vez disso, os serviços religiosos podem se concentrar em rituais específicos, como a Via Sacra, em que os fiéis relembram o caminho de Jesus até o Calvário. Por fim, a data geralmente é celebrada a partir das 15 horas. Esse horário representa, segundo a tradição bíblica, o momento exato em que Jesus morreu na cruz, servindo em sacrifício voluntário para salvar a humanidade de seus pecados. Como está registrado no Evangelho de Lucas 23:46: "Jesus bradou em alta voz: 'Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito'. Tendo dito isso, expirou."