Páscoa mais cara: variação de preços pressiona bolso e muda consumo em Cabo Frio (RJ)
Chocolates e pescados registram diferenças significativas entre estabelecimentos; pesquisa e substituições viram estratégia para economizar
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Com a chegada da Páscoa de 2026, consumidores de Cabo Frio já enfrentam um cenário de preços elevados e bastante irregulares tanto para chocolates quanto para peixes e frutos do mar — itens tradicionais da data. Levantamento realizado nesta quarta-feira (1º) em diferentes pontos de venda da cidade mostra que a diferença de valores entre produtos semelhantes reforça a necessidade de pesquisar antes de comprar.
Nos supermercados e lojas, os chocolates seguem como os principais vilões do orçamento. Mesmo com promoções pontuais, os preços continuam altos, repetindo o padrão observado nos últimos anos. Há opções mais baratas, como caixas de bombom a partir de R$ 12,98, mas os ovos de Páscoa podem ultrapassar facilmente os R$ 100, dependendo da marca e do tamanho.
Em redes varejistas, os ovos variam, em média, entre R$ 46,90 e R$ 107,99, enquanto alternativas com brindes aparecem na faixa dos R$ 35,90. Para quem busca economizar, barras de chocolate e caixas promocionais seguem como substitutos mais acessíveis, com valores a partir de R$ 6,49 e R$ 9,59, respectivamente. Em lojas de departamento, combos e descontos progressivos têm atraído consumidores, inclusive com formação de filas.
Artesanais ganham espaço
Diante dos preços elevados dos produtos industrializados, os ovos artesanais vêm conquistando mais espaço. Produzidos por confeitarias locais, eles aparecem como alternativa com melhor custo-benefício em alguns casos.
Ovos de 450g variam entre R$ 85 e R$ 130, podendo chegar a R$ 150, enquanto versões menores, de cerca de 250g, custam em média R$ 62. Além disso, o setor aposta em produtos criativos, como kits infantis para montagem, barras recheadas e lembranças personalizadas, muitas vezes abaixo dos R$ 50.
Peixes também pesam no orçamento
Se o chocolate encarece a sobremesa, os pescados impactam diretamente a ceia da Semana Santa. No Mercado do Peixe, os preços variam conforme o tipo e o tamanho. O camarão, por exemplo, vai de R$ 36 (pequeno) a R$ 55 (GG) o quilo. Já o dourado custa cerca de R$ 30/kg, enquanto o filé de cação chega a R$ 38/kg.
Outros frutos do mar também apresentam variações: o polvo pode custar entre R$ 35 e R$ 60, e a lula em anéis é vendida por cerca de R$ 7 a cada 100 gramas. Em peixarias, há opções mais econômicas, como cavalinha a partir de R$ 12/kg, chegando a R$ 35/kg no caso da anchova.
A movimentação nos pontos de venda já é intensa e a expectativa dos comerciantes é de aumento nas vendas até a Sexta-Feira Santa, considerada um dos períodos mais importantes para o setor.
Consumo mais estratégico
Em comparação com anos anteriores, a tendência de alta nos preços se mantém, influenciada pela inflação e pela demanda típica do período. Com isso, o comportamento do consumidor tem mudado: pesquisa de preços, troca de produtos e até produção caseira entram como alternativas para manter a tradição sem comprometer o orçamento.
A recomendação para este ano é clara: planejar as compras, comparar valores e aproveitar promoções podem fazer diferença significativa no bolso — tanto na escolha do chocolate quanto na preparação das refeições da Semana Santa.