31 de julho de 2025
SEGURANÇA

São Paulo registra 56 feminicídios no primeiro bimestre, maior número da série histórica para o período

Crimes de violência contra a mulher também cresceram; estado teve quase um feminicídio por dia

Por Redação
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Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento - Foto: Reprodução

O estado de São Paulo registrou 56 casos de feminicídio nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgados nesta terça-feira (31). O número é o maior para o primeiro bimestre desde 2018, quando o crime passou a ser contabilizado.

A média equivale a 0,96 feminicídio por dia no estado — uma alta de 33% em relação ao mesmo período de 2025.

Entre os crimes que marcaram o bimestre, destaca-se a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no Brás (centro de São Paulo). Inicialmente tratado como suicídio, o caso foi reclassificado após investigações apontarem indícios de homicídio. O marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, teve prisão preventiva decretada pela Justiça Militar em 18 de março.

Outro caso de grande repercussão foi o de Vitória Silva de Oliveira Pedroso, de 20 anos, encontrada morta com sinais de estrangulamento em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O ex-namorado, Bruno Rodrigues Martins, foi preso em flagrante após confessar o crime.

Além dos feminicídios, outros crimes de violência contra a mulher também registraram aumento no primeiro bimestre:

  • Estupro consumado: 564 casos (+6 em relação a 2025)
  • Ameaças: 18.698 ocorrências
  • Invasões de domicílio: 726 registros

Apesar do aumento da violência contra a mulher, o estado de São Paulo teve queda nos registros de roubos, furtos e latrocínios no primeiro bimestre:

  • Roubos em geral: 23.719 casos (-21%)
  • Roubos de celular: 8.430 ocorrências (-20%)
  • Na capital: 14.870 roubos (-15%)

Segundo a SSP, esse é o menor número de roubos em um bimestre nos últimos 26 anos. A queda é atribuída ao reforço de ações preventivas, à desarticulação de quadrilhas especializadas e ao uso do aplicativo SP Mobile, que permite rastrear e cruzar informações sobre celulares roubados.